Rob Mies, director da The Organization for Bat Conservation, marcou presença no programa de Conan O'Brien no passado dia 29 de Outubro. Fica aqui o vídeo em duas partes. Desculpem a publicidade que precede os vídeos, mas não consegui editar.
Parte 1
Parte 2
O MORCEGUISMOS é um espaço inteiramente dedicado aos morcegos e pretende ser um veículo de divulgação e sensibilização. Neste espaço cabe a divulgação de projectos em curso ou concluídos, notícias, e actividades diversas.
Para além disso pretende-se que contribua para uma aproximação do público a este grupo faunístico, e que este público tome parte no aumento do conhecimento sobre morcegos em Portugal, nomeadamente através da informação sobre abrigos de que tenham conhecimento.
No futuro pretende-se ainda criar uma linha de apoio a qualquer assunto relacionado com morcegos, como seja o socorro de morcegos encontrados feridos ou a perturbação de abrigos, entre outros.
Espera-se desta forma dar um contributo importante para a conservação das espécies de morcegos portuguesas.
12 de Novembro de 2009
Rob Mies no Conan O'Brien
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11 de Novembro de 2009
Acção da BCI leva a declaração pública de jogador da NBA
No passado dia 31 de Outubro durante um jogo da NBA, um morcego invadiu o campo, tendo sido atingido por um dos jogadores em campo, Manu Ginobili. Numa reacção a este acontecimento, e depois de receber alguns e-mails dos seus associados, a BCI pediu aos seus membros que enviassem para a NBA e para a equipa em questão, uma tomada de posição sobre o valor dos morcegos. Como se lê no site da organização, o objectivo nunca foi o de punir ou criticar o jogador, mas sim de aproveitar o (infeliz) acontecimento para enviar uma importante mensagem ao público: "Nunca se deve tocar num morcego sem uma protecção para as mãos".
O incidente, bem como a atenção dos media, acabou por ser uma excelente oportunidade para elucidar o público acerca dos benefícios dos morcegos, bem como para desmistificar alguns aspectos menos abonatórias que normalmente surgem associados aos morcegos.
O jogador acabou mesmo por colocar uma nota no seu Facebook:
“Just wanted to give you guys an update on the bat situation. As many of you already know, it wasn't a great idea. Not only for the fact that bats are great part of the ecosystem, but also because some carry rabies, which is an incurable disease. That's why I had to get vaccinated today (and it wasn't just one shot). Only 0.5% to 3% of the bat populations carry the disease, but if you can't find the animal, it's not recommended to take any risks [because] it can kill you! Since after the incident, the usher took it outside and the bat flew away (not lying!), there was no way of knowing if he was infected or not, so I had to do the safe thing.
Finally, please, don't do it at home or anywhere; avoid contact with bats, skunks, raccoons, rats and animals like that.”
Vejam a notícia no site da BCI.
O incidente, bem como a atenção dos media, acabou por ser uma excelente oportunidade para elucidar o público acerca dos benefícios dos morcegos, bem como para desmistificar alguns aspectos menos abonatórias que normalmente surgem associados aos morcegos.
O jogador acabou mesmo por colocar uma nota no seu Facebook:
“Just wanted to give you guys an update on the bat situation. As many of you already know, it wasn't a great idea. Not only for the fact that bats are great part of the ecosystem, but also because some carry rabies, which is an incurable disease. That's why I had to get vaccinated today (and it wasn't just one shot). Only 0.5% to 3% of the bat populations carry the disease, but if you can't find the animal, it's not recommended to take any risks [because] it can kill you! Since after the incident, the usher took it outside and the bat flew away (not lying!), there was no way of knowing if he was infected or not, so I had to do the safe thing.
Finally, please, don't do it at home or anywhere; avoid contact with bats, skunks, raccoons, rats and animals like that.”
Vejam a notícia no site da BCI.
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4 de Novembro de 2009
Morcegos e vinhas
(ver a noticia completa na Bat Consrvation Times)
Desde que o Morceguismos foi criado temos dado alguma importância ao papel que os morcegos podem desempenhar enquanto controladores de populações de insectos (Controlo de pragas em Deltona e Morcegos são biopesticidas). No caso concreto da agricultura, e em particular em sistemas de agricultura biológica, os morcegos podem ser importantes no controlo de pragas agrícolas. Este mês, através da Bat Conservation International, chega-nos, dos Estados Unidos, mais um exemplo interessante.
Numa exploração vitivinícola com fins comerciais, os produtores tentam, dentro do possível, manter uma um modo de produção orgânico, e para isso contam com a importante ajuda de um exército de morcegos. Após terem conhecimento que os morcegos predavam gafanhotos, responsáveis pela transmissão de uma doença devastadora para a indústria do vinho (doença de Pierce), decidiram colocar caixas abrigo na sua exploração. Passado um ano os morcegos ocuparam as caixas e desde então os produtores afirmam nunca ter tido problemas com a doença de Pierce ou outras doenças transmitidas por insectos. Ainda não existem evidências cientificas sobre o papel dos morcegos no controlo desta doença, mas ter morcegos só pode ajudar.
Como se sabe a industria vitivinícola é extremamente importante para a economia do nosso país e as pragas podem causar danos avultados. Os morcegos são predadores de uma grande diversidade de insectos, para além disso alguns investigadores sugerem que os insectos evitam áreas onde há morcegos a caçar, assim a colocação de caixas abrigo é uma técnica que deve ser considerada em todo o tipo de explorações agrícolas, em particular de agricultura biológica.
Desde que o Morceguismos foi criado temos dado alguma importância ao papel que os morcegos podem desempenhar enquanto controladores de populações de insectos (Controlo de pragas em Deltona e Morcegos são biopesticidas). No caso concreto da agricultura, e em particular em sistemas de agricultura biológica, os morcegos podem ser importantes no controlo de pragas agrícolas. Este mês, através da Bat Conservation International, chega-nos, dos Estados Unidos, mais um exemplo interessante.
Numa exploração vitivinícola com fins comerciais, os produtores tentam, dentro do possível, manter uma um modo de produção orgânico, e para isso contam com a importante ajuda de um exército de morcegos. Após terem conhecimento que os morcegos predavam gafanhotos, responsáveis pela transmissão de uma doença devastadora para a indústria do vinho (doença de Pierce), decidiram colocar caixas abrigo na sua exploração. Passado um ano os morcegos ocuparam as caixas e desde então os produtores afirmam nunca ter tido problemas com a doença de Pierce ou outras doenças transmitidas por insectos. Ainda não existem evidências cientificas sobre o papel dos morcegos no controlo desta doença, mas ter morcegos só pode ajudar.
Como se sabe a industria vitivinícola é extremamente importante para a economia do nosso país e as pragas podem causar danos avultados. Os morcegos são predadores de uma grande diversidade de insectos, para além disso alguns investigadores sugerem que os insectos evitam áreas onde há morcegos a caçar, assim a colocação de caixas abrigo é uma técnica que deve ser considerada em todo o tipo de explorações agrícolas, em particular de agricultura biológica.
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23 de Outubro de 2009
Eólicas e a "não existência"
Sugiro a consulta de uma notícia publicada hoje na internet "Lawsuit: Md. company's wind energy project would kill endangered bats", não porque traga algo de novo sobre as eólicas e os morcegos, mas porque foca alguns aspectos essenciais das dificuldades que poderão vir a surgir nos processos de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) de parques eólicos.
O caso concreto diz respeito à instalação de um parque eólico com 124 aerogeradores num local que, segundo Michael Gannon (especialista em morcegos) poderá ter um impacte significativo na população de uma espécie ameaçada (Myotis sodalis), quer pela destruição de importantes áreas florestais (esta espécie abriga-se entre a casca solta das árvores), quer por os aerogeradores se localizarem nas rotas de migração entre os abrigos de Verão e de Inverno. Desconhecendo eu o caso concreto, preocupa-me que, para desmentir estas observações, a empresa que pretende instalar o parque eólico tenha conduzido duas amostragens que envolveram a captura com redes não tendo encontrado nenhum exemplar da espécie em causa. Michael Gannon argumenta que esta amostragem não foi realizada de forma adequada e, independentemente de ter ou não razão, a verdade é que, no que diz respeito a morcegos, concluir sobre "a não existência" (e notem que utilizo aspas, porque não é possível provar não existências) em biologia, como noutras ciências, é sempre mais fácil do que provar a existência. O especialista rebate estes dados com gravações de ultra-sons realizadas na área e que confirmam a presença da espécie... Resultado, os advogados de defesa da empresa argumentam que a identificação acústica tem um elevado grau de incerteza e que produz falsos positivos.
Não tenho conhecimento do caso para tomar uma posição, mas sou obrigado a perguntar-me. Se as empresas de energia eólica decidirem empreender uma cruzada para tirar conclusões sobre "não existências", o que nos resta?
O caso concreto diz respeito à instalação de um parque eólico com 124 aerogeradores num local que, segundo Michael Gannon (especialista em morcegos) poderá ter um impacte significativo na população de uma espécie ameaçada (Myotis sodalis), quer pela destruição de importantes áreas florestais (esta espécie abriga-se entre a casca solta das árvores), quer por os aerogeradores se localizarem nas rotas de migração entre os abrigos de Verão e de Inverno. Desconhecendo eu o caso concreto, preocupa-me que, para desmentir estas observações, a empresa que pretende instalar o parque eólico tenha conduzido duas amostragens que envolveram a captura com redes não tendo encontrado nenhum exemplar da espécie em causa. Michael Gannon argumenta que esta amostragem não foi realizada de forma adequada e, independentemente de ter ou não razão, a verdade é que, no que diz respeito a morcegos, concluir sobre "a não existência" (e notem que utilizo aspas, porque não é possível provar não existências) em biologia, como noutras ciências, é sempre mais fácil do que provar a existência. O especialista rebate estes dados com gravações de ultra-sons realizadas na área e que confirmam a presença da espécie... Resultado, os advogados de defesa da empresa argumentam que a identificação acústica tem um elevado grau de incerteza e que produz falsos positivos.
Não tenho conhecimento do caso para tomar uma posição, mas sou obrigado a perguntar-me. Se as empresas de energia eólica decidirem empreender uma cruzada para tirar conclusões sobre "não existências", o que nos resta?
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8 de Setembro de 2009
Campo Científico na Serra da Estrela (I)
Entre 27 de Julho e 7 de Agosto decorreu na Serra da Estrela mais um Campo de Trabalho organizado pela Sociedade Holandesa de Mamologia, contando com a colaboração do CISE e do Paulo Barros. Todos os anos esta Sociedade reúne um grupo de voluntários que se desloca a um país para, em tempo recorde, reunir o máximo de informação possível sobre mamíferos (e não só...). Estes campos de trabalho estão abertos a todos os que, no país de acolhimento, estejam interessados em participar e colaborar.
Este ano o campo base foi em Loriga e contou com a participação de cerca de 40 pessoas (entre Holandeses, Portugueses e Belga!). O grande número de participantes, que trabalhou de forma incansável e dedicada durante quase duas semanas, permitiu reunir uma grande quantidade de informação na área do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE). No total foram identificadas 39 espécies de mamíferos, das quais 20 são morcegos, o que se traduz em 83% das espécies de morcegos dadas para Portugal continental. Destas 20 espécies duas são novas para o PNSE (Pipistrellus pygmaeus e Myotis bechsteinii), havendo ainda a possibilidade de se vir a confirmar uma terceira. (poderão consultar aqui a lista completa de espécies)
No que diz respeito aos morcegos notou-se um grande empenho de todos os participantes na prospecção de abrigos, resultado que foi recompensado pelo número encontrado (entre edifícios, minas de minério, minas de água, etc.). Para além deste método de amostragem foi realizado um grande esforço de captura utilizando o método de redes, o que permitiu confirmar a presença de um elevado número de espécies normalmente difíceis de confirmar com outros métodos (como as espécies de Myotis mais pequenas, e as do género Plecotus). Foram ainda realizadas várias excursões com detectores de ultra-sons que permitiram a identificação de várias espécies.
Para os restantes mamíferos foram utilizados métodos de captura com recurso a diferentes tipos de armadilhas, bem como armadilhagem fotográfica e vídeo (podem ver alguns destes resultados no final da página aqui)
De destacar, para além da iniciativa por si mesma, a organização e o fluxo de informação, actualizada diariamente, no decorrer do campo. Destaque ainda para o bom ambiente que se viveu e o empenho de todos os participantes.
Parabéns a todos os que estiveram envolvidos, e em particular a toda a organização! Voltaremos a este tema assim que o relatório tenha sido publicado.Relembramos que já em 2003 a mesma Sociedade tinha organizado um campo de trabalho no Parque Natural do Alvão e cujo relatório está disponível aqui.
Vejam mais fotos no slide-show na coluna do lado direito!
Sites para consultar e acompanhar:
- Sociedade Holandesa de Mamologia - toda a actualização do campo aqui
- Jan Buys - fotografias do campo aqui
- Jan Buys - fotografias de morcegos aqui
- Bart Noort - fotografias do campo aqui
- Jasja Dekker - fotografias do campo aqui
Myotis myotis (Jan Buys)![]() | Plecotus austriacus (Jan Buys)![]() |
No que diz respeito aos morcegos notou-se um grande empenho de todos os participantes na prospecção de abrigos, resultado que foi recompensado pelo número encontrado (entre edifícios, minas de minério, minas de água, etc.). Para além deste método de amostragem foi realizado um grande esforço de captura utilizando o método de redes, o que permitiu confirmar a presença de um elevado número de espécies normalmente difíceis de confirmar com outros métodos (como as espécies de Myotis mais pequenas, e as do género Plecotus). Foram ainda realizadas várias excursões com detectores de ultra-sons que permitiram a identificação de várias espécies.
Nyctalus leisleri (Jan Buys)![]() | Pipistrellus pygmaeus (Jan Buys)![]() |
Myotis daubentonii (Jan Buys)![]() | Barbastella barbastellus (Jan Buys)![]() |
De destacar, para além da iniciativa por si mesma, a organização e o fluxo de informação, actualizada diariamente, no decorrer do campo. Destaque ainda para o bom ambiente que se viveu e o empenho de todos os participantes.
Parabéns a todos os que estiveram envolvidos, e em particular a toda a organização! Voltaremos a este tema assim que o relatório tenha sido publicado.Relembramos que já em 2003 a mesma Sociedade tinha organizado um campo de trabalho no Parque Natural do Alvão e cujo relatório está disponível aqui.
Vejam mais fotos no slide-show na coluna do lado direito!
Sites para consultar e acompanhar:
- Sociedade Holandesa de Mamologia - toda a actualização do campo aqui
- Jan Buys - fotografias do campo aqui
- Jan Buys - fotografias de morcegos aqui
- Bart Noort - fotografias do campo aqui
- Jasja Dekker - fotografias do campo aqui
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