O MORCEGUISMOS é um espaço inteiramente dedicado aos morcegos e pretende ser um veículo de divulgação e sensibilização. Neste espaço cabe a divulgação de projectos em curso ou concluídos, notícias, e actividades diversas.
Para além disso pretende-se que contribua para uma aproximação do público a este grupo faunístico, e que este público tome parte no aumento do conhecimento sobre morcegos em Portugal, nomeadamente através da informação sobre abrigos de que tenham conhecimento.
No futuro pretende-se ainda criar uma linha de apoio a qualquer assunto relacionado com morcegos, como seja o socorro de morcegos encontrados feridos ou a perturbação de abrigos, entre outros.
Espera-se desta forma dar um contributo importante para a conservação das espécies de morcegos portuguesas.
Integradas na XV Noite Europeia dos Morcegos, anunciamos agora a realização de 4 visitas, de entrada livre, que irão proporcionar ao público a oportunidade de contactar com o ambiente em que vivem os morcegos, aprendendo um pouco sobre estes mamíferos ameaçados de extinção.
Promovidos pela FPE - Federação Portuguesa de Espeleologia / AES - Associação dos Espeleólogos de Sintra / GEM - Grupo de Espeleologia e Montanhismo / Fundação Cultursintra (Quinta da Regaleira) / Tapada Nacional de Mafra / IMC - Instituto dos Museus e da Conservação - Palácio Nacional de Mafra, estes eventos contam com o apoio do ICNB - Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade e Eurobat - Acordo sobre a Conservação dos Morcegos na Europa.
As visitas, cujo calendário se encontra em baixo, realizam-se em locais que, para além de albergarem morcegos de várias espécies, são conhecidos do grande público pela sua riqueza arquitectónica e/ou natural: a Tapada Nacional de Mafra, no Palácio Nacional de Mafra e a Quinta da Regaleira (Sintra) - (reservas em: xvnoitemorcegos@sapo.pt).
Destinado a todos os interessados pela observação da biodiversidade, este curso fornecerá princípios básicos de identificação dos morcegos. O objectivo do curso é proporcionar aos participantes a capacidade de identificar as espécies mais comuns de morcegos portugueses através da análise de ultra-sons com sessões teórico-práticas e uma saída de campo a realizar no Jardim Botânico. Os temas a abordar incluem uma abordagem geral à ecologia dos morcegos e às metodologias mais utilizadas no estudo dos mesmos. Embora se forneça todo o material necessário, os participantes são encorajados a trazer os próprios computadores portáteis.
Datas: 4 e 5 de Junho
Inscrições: 15€ (máximo 15 pessoas)
Local: Jardim Botânico do Porto
Organização: CIBIO-Div
Mais informações e inscrições: 220402875; cibio-div@mail.icav.up.pt
PROGRAMA
Sábado
14:00 – 14:30 Recepção dos participantes
14:30 – 16:00 Sessão teórica: ecologia dos morcegos; introdução aos ultra-sons
16:00 – 16:15 Pausa para café
16:15 – 17:30 Sessão teórica: introdução à física do som e à análise de ultra-sons
17:30 – 19:30 Sessão teórico-prática: gravação e análise de ultra-sons; identificação de espécies
19.30 – 20:45 Pausa para jantar
21:00 – 22:30 Sessão prática: saída de campo no Jardim Botânico
Domingo
09:00 – 11.30 Sessão prática: análise dos ultra-sons gravados
11:30 – 11.45 Pausa para café
11:45 – 13:30 Sessão prática: continuação
Em 2008 fizemos referência à presença de uma colónia de morcegos que se abriga no Mosteiro de Tibães. Desde então temos vindo a acompanhar esta colónia, tendo-se confirmado que se tratava de uma colónia de criação, sem que no entanto fosse possível determinar a espécie. A dúvida recaía entre duas espécies Myotis escalerai (na altura M. nattereri) e M. emarginatus.
No passado dia 23 de Maio eu, o Hugo Rebelo e a Rachael Cooper-Bohannon (uma colega que nos veio visitar) fomos ao mosteiro com a intenção de capturar alguns indivíduos e finalmente confirmar a espécie. A captura não foi fácil, foi necessário colocar uma rede na única saída possível, mas talvez desconfiados pela nossa presença ou por já terem crias (hipótese que viemos a confirmar mais tarde), apenas alguns indivíduos levantaram voo e estes pareciam detectar facilmente a rede, aproximando-se e afastando-se sem nunca lhe tocarem. Ao fim de alguma insistência capturámos um indivíduo, o suficiente para confirmar a espécie e ao mesmo tempo minimizar a perturbação da colónia.
Trata-se de uma colónia de criação de M. emarginatus, espécie cuja ocorrência no nosso país é pouco conhecida, estando apenas registada mais uma colónia de criação desta. A sua distinção entre outras espécies do grupo dos Myotis "pequenos" pode ser feita pela chanfradura muito marcada na parte de cima da orelha (forma um ângulo quase recto - ver figura adaptada de Rodrigues et al., 2011)
O indivíduo capturado era uma fêmea lactante, o que permitiu confirmar que se tratava de uma colónia de criação e que, apesar de um pouco mais cedo do que é costume, as crias já teriam nascido.
Importa referir que a permanência desta colónia ao longo dos anos no Mosteiro de Tibães, numa zona nobre do mosteiro e que serve de passagem aos visitantes, é um excelente exemplo de convivência entre o património construído e o património natural. Os morcegos agradecem o interesse demonstrado pelos que trabalham no mosteiro e nós agradecemos por nos receberem sempre tão bem e com tanto entusiasmo.
Em Serralves o fim-de-semana de 7 e 8 de Maio será dedicado aos morcegos. Inserido na actividade Serralves em Família iremos comemorar mais uma Noite Europeia dos Morcegos.
No dia 7 de Maio entre as 17h e as 19h poderá assistir na biblioteca do museu a duas palestras: - "Morcegos Tropicais: uma viagem ao mundo da diversidade ecológica" (Maria João Pereira - CESAM/UA) dedicada às espécies de morcegos tropicais, com especial ênfase nos trabalhos desenvolvidos pela investigadora.
- Às 21h de 7 de Maio poderá participar num percurso nocturno pelos jardim de Serralves para ouvir os morcegos. No dia 8 de Maio realizam-se diversas oficinas especialmente dedicadas aos mais novos.
O programa completo em baixo.
Entre 6 e 8 de Junho irá decorrer na Universidade do Minho um curso de identificação acústica e de uso do sistema Anabat. A inscrição pode ser feita através de um formulário online, que se encontra na página da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem.