Este ano o Grupo Protecção Sicó decidiu mais uma vez associar-se à 13ª Noite Europeia dos Morcegos, organizando a 2ª Noite dos Morcegos de Pombal no dia 29 de Agosto.
Desta vez a saída será efectuada no Vale do Poio Novo (Redinha), canhão fluviocársico utilizado como abrigo por algumas espécies de morcegos, como por exemplo o Morcego-anão e o Morcego-rabudo. Nesta saída esperamos ver e ouvir estas e outras espécies que utilizam este vale como abrigo e como zona de alimentação, tentando ao mesmo tempo identificá-las através das suas vocalizações (utilizando um detector de -ultra-sons).
A concentração será em Pombal (junto à Biblioteca Municipal), estando disponível transporte para levar os participantes até próximo do local onde será efectuada a actividade. Será ainda necessário percorrer um trajecto a pé (percurso não adequado a pessoas com dificuldades de locomoção).
Inscrições até 28 de Agosto (inscrições limitadas), através do telefone 236212054 ou do email gps.sico@gmail.com. Só serão admitidas crianças se acompanhadas por adulto. Será disponibilizada iluminação. Os participantes devem levar calçado de campo, merenda e água.
Seguro e logística: 5€
Data: 29 de Agosto
Local: Vale do Poio (Redinha/Pombal)
Horários: 18h45 - concentração junto à Biblioteca Municipal de Pombal; 20h às 22h - identificação e audição de morcegos com recurso a detector de ultra-sons
Organização: GPS - Grupo Protecção Sicó
Apoio: Câmara Municipal de Pombal
P'la Direcção do GPS,
Cláudia Neves
O MORCEGUISMOS é um espaço inteiramente dedicado aos morcegos e pretende ser um veículo de divulgação e sensibilização. Neste espaço cabe a divulgação de projectos em curso ou concluídos, notícias, e actividades diversas.
Para além disso pretende-se que contribua para uma aproximação do público a este grupo faunístico, e que este público tome parte no aumento do conhecimento sobre morcegos em Portugal, nomeadamente através da informação sobre abrigos de que tenham conhecimento.
No futuro pretende-se ainda criar uma linha de apoio a qualquer assunto relacionado com morcegos, como seja o socorro de morcegos encontrados feridos ou a perturbação de abrigos, entre outros.
Espera-se desta forma dar um contributo importante para a conservação das espécies de morcegos portuguesas.
18 de agosto de 2009
6 de agosto de 2009
4 x Ciência: Entrevista ao Professor Jorge Palmeirim
Deixo aqui a entrevista ao Professor Jorge Palmeirim, no programa 4 x Ciência da RTPN de 4 de Julho de 2009.
28 de julho de 2009
27 de julho de 2009
Luta pela sobrevivência
O David Dodd (http://davidsbatblog.blogspot.com/) publicou no seu blog um vídeo que demonstra a luta de um morcego-pigmeu (Pipistrellus pygmaeus) juvenil pela sobrevivência. Depois de ter caído iniciou uma subida épica na parede exterior de um edifício.
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22 de julho de 2009
Monitorização de abrigos arborícolas
Já anteriormente tinha chamado a atenção para alguns equipamentos que poderiam ter um bom resultado na monitorização de abrigos em árvores ou físsuras. Na altura sugeri um endoscópico e uma câmara (ver aqui), deixo-vos agora um vídeo da Sociedade Holandesa de Mamologia com o resultado prático da aplicação desta técnica. A espécie em causa é o Morcego-arborícola-grande (Nyctalus noctula)
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Livro: Bats in Captivity
O Morceguismos tem dado algum destaque à recuperação de morcegos, bem como a sua manutenção em cativeiro. Apesar de existirem excelentes centros de recuperação de animais silvestres em Portugal, existe pouco conhecimento sobre o que fazer com morcegos encontrados feridos ou debilitados. Deixa-se aqui a sugestão de um manual sobre morcegos em cativeiro que aborda aspectos biológicos e médicos, editado por Susan M. Barnard, para todos os que estejam interessados em aprofundar o seu conhecimento na área. Este livro está disponível para venda na Amazon (cliquem na imagem para mais informações).

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21 de julho de 2009
A porta do castelo abriu-se à noite
Já aqui tínhamos chamado a atenção para uma empresa com um conceito inovador, chama-se Natuga e continua a dar que falar!
Público (Caderno P2) de 21 de Julho de 2009
Nicolau Ferreira
Morcegos no Castelo não é um título de um conto de terror. É o nome das noites de Verão no Castelo de São Jorge. Há morcegos, gatos pretos e biólogos que explicam a vida destes mamíferos e ensinam a identificar as espécies que se vêem. Mas é preciso estar atento. Vale a pena levar um casaco para esta aventura que começa no lusco-fusco.
A noite cai devagar no Castelo de São Jorge. Às 20h30, ainda há luz no horizonte, com o vermelho da Ponte de 25 de Abril a brilhar e o rio Tejo a reflectir os últimos raios de sol. Mas é dentro das ameias que a acção começa.
O percurso do primeiro bater de asas errático surge de um pinheiro, abrindo a actividade diária da caça ao insecto que dura cerca de duas horas, o tempo da visita. Os únicos mamíferos voadores da Terra tomam conta de um castelo silencioso, fazendo as delícias de quem tem um fascínio especial pelo imaginário dos filmes de terror sobre vampiros, pelos contos de Edgar Allan Poe, pelo sobrenatural.
Mas o interesse no fantástico é apenas um pormenor, a visita está aberta a quem gosta da natureza, de ambientes históricos. Ou a quem vai à procura do inesperado, de ter uma experiência dois em um, nocturna, num contexto urbano, no meio da malha das luzes que compõe a noite de Lisboa, na cúpula de uma das suas colinas onde os morcegos não se cansam de voar.
"Olhem para isto, é um festim, é um banquete", disse Sofia Lourenço, em frente ao Castelejo, a estrutura maior do Castelo de São Jorge. Na frente da parede principal iluminada, viam-se inúmeras sombras a passarem sem direcção aparente, cruzadas, caóticas. A bióloga, com a ajuda do aparelho para a leitura dos ultra-sons, e com os anos de experiência de campo, atirou um número: "Devem ser entre uns 30 ou 40". Os morcegos estavam entretidos na sua primeira refeição da noite. Logo a seguir ao pôr-do-sol, os mamíferos saem das suas moradas - candeeiros, árvores, pedregulhos, buracos, interstícios ou fendas nas ameias, tudo o que um castelo possa oferecer - e caçam o máximo de insectos que conseguem.
Voar é uma actividade que gasta muita energia, explica a bióloga, por isso não pode ser mantida durante toda a noite. Há uma primeira investida, depois voltam para as suas cavernas, e mais ao final da madrugada voltam à caça para mais uma refeição.
A frente do Castelejo era o local onde havia mais actividade e muito ruído, segundo o aparelho. Os morcegos emitem ultra-sons inaudíveis para os humanos, e servem-se da ecolocação para detectarem as presas. As ondas sonoras que embatem nos mosquitos, moscas e moscardos que polvilham os céus são reflectidas, voltam para trás e são ouvidas por eles. O seu sistema de audição é capaz de formar um mapa de tudo o que se passa à sua volta a partir destas ondas. Depois, basta rapidez, coordenação e abrir a boca no momento certo. Este sistema permite aos morcegos desviarem-se dos objectos.
"Uma vez pusemos uma rede de nylon para apanhá-los e via-se eles fazerem um arco e passar por cima da rede", explicou ao P2 Sofia Lourenço, que tirou a licenciatura na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Por isso o medo que existe de se acabar a noite com um embrenhado nos nossos cabelos é infundado, garantiu a especialista. Há quem defenda, por precaução e para não haver sustos, que um chapéu na cabeça nunca é de mais.
Ambiente urbano
Mas à noite, o que o espaço histórico pede é um casaco por causa do vento, e os olhos atentos. "O Castelo de São Jorge é um monumento complexo com locais diferentes que podem ter várias espécies de morcegos", disse Joaquim Reis. O biólogo e Sofia Lourenço fazem parte da equipa da Natuga, uma empresa que propõe actividades para quem goste de visitar património natural e cultural. O Morcegos no Castelo aglutina os dois conceitos e servese de um contexto urbano para oferecer uma experiência que, à partida, só se espera viver em locais mais selvagens.
Todos os morcegos europeus são insectívoros, frisa Sofia Lourenço, para afastar da mente das pessoas as três espécies que sugam sangue e dão uma conotação de horror a esta ordem de mamíferos. Em Portugal, estão registadas pouco mais de 20 espécies. Conhece-se mal a distribuição e a ecologia destes mamíferos, a pesquisa que fundamenta o estatuto das espécies que vem no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal está longe de ser completa, adianta Sofia Lourenço: "Agora já há umas pessoas a estudar morcegos, mas há muito trabalho para fazer: onde vivem, se são raros, a própria ecologia".
As espécies que migraram para as cidades estão bem adaptadas, mantêm os mesmos hábitos comportamentais e são uma mais-valia para a ecologia das cidades. "Os morcegos não são perigosos", explica a bióloga, "e têm um papel muito importante no ecossistema: um morcego pode comer metade do seu peso em insectos por noite, funcionando como pesticidas naturais".
Para o castelo, os biólogos trouxeram dois detectores de ultrasons, muitas lanternas pequenas para se pôr na cabeça, e várias cópias de uma folha com fotografias das espécies que podem existir na cidade. Por baixo de cada fotografia está o intervalo de ultra-sons que o morcego emite. A forma mais expedita para identificá-los no campo é utilizar o aparelho para detectar as ondas e apanhar as emissões dos indivíduos que nos rodeiam. O aparelho transforma as ondas em taques-taques audíveis, com variações nas notas e na frequência. Quando os taquestaques passavam a tac-tac-tac, com uma frequência maior e mais compassada, era porque um mosquito estava prestes a ser comido. O aumento de frequência na emissão serve para dar informação mais detalhada, que é essencial quando o mamífero se aproxima da presa.
No recinto do monumento, o morcego-anão ganhou em termos de abundância. O Pipistrellus pipistrellus tem um corpo com menos de cinco centímetros, uma envergadura que pode ir até aos 25 centímetros e é bastante comum. Mas o morcego-rabudo e o morcego-pigmeu também estavam presentes.
A equipa ainda não conhecia os locais favoritos dos mamíferos para caçar nem os possíveis ninhos, é o primeiro ano desta actividade. Provavelmente, no final de Setembro, quando as visitas terminarem, já terão mais informação sobre a fauna existente no castelo. O monumento já tinha aberto a porta uma única vez, há cinco anos, durante a Noite Europeia dos Morcegos, que, segundo Susana Serra, que trabalha na organização responsável pelas actividades do castelo, teve bastante sucesso. Por isso, quando a equipa do Natuga propôs estas noites, a organização foi receptiva. "Achamos que é outra forma de mostrar o monumento", disse Susana Serra.
Em Lisboa não faltam locais para habitais de morcegos. Prédios devolutos, jardins ou até salões abandonados de museus, são lugares onde facilmente se encontram ninhos*, exemplificou Joaquim Reis. Há espécies que se adaptam bem à cidade. Para Sofia Lourenço, o que a atrai nestes animais é o facto de serem tão complexos, com ecolocação, sistemas sociais. Mesmo os mais pequenos alcançam uma vida bastante longa: "Há espécies que vivem 30 anos".
Durante a visita, na Praça de Armas, no Jardim Romântico e principalmente junto ao Castelejo onde as luzes laranja iluminavam tudo, os morcegos não pararam de cortar o ar em zigue-zagues rápidos, a contra-luz, com movimentos impossíveis de serem adivinhados. Pelo terreno viam-se dois ou três gatos com ar saudável, um deles tinha cor preta. Eram da vizinhança, explicou Susana Serra. Mas, com o apoio de anos de trabalho e de observação, Sofia Lourenço teorizou outra explicação: "Os gatos gostam muito de morcegos". Qualquer que fosse o motivo, o castelo, os gatos e os morcegos compunham a noite.
Morcegos no Castelo
Lisboa, Castelo de São Jorge
24 e 31 de Julho
1, 7, 8, 14, 15, 21 e 22 de Agosto
4, 5, 11, 12, 16, 19, 25, 26 de Setembro
Bilhetes: 15 euros. Grátis para crianças até aos dez anos. Reservas: 21880 0620
Mais informações em Natuga
* Quando falamos de morcegos é mais correcto utilizar o termo abrigos
Público (Caderno P2) de 21 de Julho de 2009
Nicolau Ferreira
Morcegos no Castelo não é um título de um conto de terror. É o nome das noites de Verão no Castelo de São Jorge. Há morcegos, gatos pretos e biólogos que explicam a vida destes mamíferos e ensinam a identificar as espécies que se vêem. Mas é preciso estar atento. Vale a pena levar um casaco para esta aventura que começa no lusco-fusco.
A noite cai devagar no Castelo de São Jorge. Às 20h30, ainda há luz no horizonte, com o vermelho da Ponte de 25 de Abril a brilhar e o rio Tejo a reflectir os últimos raios de sol. Mas é dentro das ameias que a acção começa.
O percurso do primeiro bater de asas errático surge de um pinheiro, abrindo a actividade diária da caça ao insecto que dura cerca de duas horas, o tempo da visita. Os únicos mamíferos voadores da Terra tomam conta de um castelo silencioso, fazendo as delícias de quem tem um fascínio especial pelo imaginário dos filmes de terror sobre vampiros, pelos contos de Edgar Allan Poe, pelo sobrenatural.
Mas o interesse no fantástico é apenas um pormenor, a visita está aberta a quem gosta da natureza, de ambientes históricos. Ou a quem vai à procura do inesperado, de ter uma experiência dois em um, nocturna, num contexto urbano, no meio da malha das luzes que compõe a noite de Lisboa, na cúpula de uma das suas colinas onde os morcegos não se cansam de voar.
"Olhem para isto, é um festim, é um banquete", disse Sofia Lourenço, em frente ao Castelejo, a estrutura maior do Castelo de São Jorge. Na frente da parede principal iluminada, viam-se inúmeras sombras a passarem sem direcção aparente, cruzadas, caóticas. A bióloga, com a ajuda do aparelho para a leitura dos ultra-sons, e com os anos de experiência de campo, atirou um número: "Devem ser entre uns 30 ou 40". Os morcegos estavam entretidos na sua primeira refeição da noite. Logo a seguir ao pôr-do-sol, os mamíferos saem das suas moradas - candeeiros, árvores, pedregulhos, buracos, interstícios ou fendas nas ameias, tudo o que um castelo possa oferecer - e caçam o máximo de insectos que conseguem.
Voar é uma actividade que gasta muita energia, explica a bióloga, por isso não pode ser mantida durante toda a noite. Há uma primeira investida, depois voltam para as suas cavernas, e mais ao final da madrugada voltam à caça para mais uma refeição.
A frente do Castelejo era o local onde havia mais actividade e muito ruído, segundo o aparelho. Os morcegos emitem ultra-sons inaudíveis para os humanos, e servem-se da ecolocação para detectarem as presas. As ondas sonoras que embatem nos mosquitos, moscas e moscardos que polvilham os céus são reflectidas, voltam para trás e são ouvidas por eles. O seu sistema de audição é capaz de formar um mapa de tudo o que se passa à sua volta a partir destas ondas. Depois, basta rapidez, coordenação e abrir a boca no momento certo. Este sistema permite aos morcegos desviarem-se dos objectos.
"Uma vez pusemos uma rede de nylon para apanhá-los e via-se eles fazerem um arco e passar por cima da rede", explicou ao P2 Sofia Lourenço, que tirou a licenciatura na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Por isso o medo que existe de se acabar a noite com um embrenhado nos nossos cabelos é infundado, garantiu a especialista. Há quem defenda, por precaução e para não haver sustos, que um chapéu na cabeça nunca é de mais.
Ambiente urbano
Mas à noite, o que o espaço histórico pede é um casaco por causa do vento, e os olhos atentos. "O Castelo de São Jorge é um monumento complexo com locais diferentes que podem ter várias espécies de morcegos", disse Joaquim Reis. O biólogo e Sofia Lourenço fazem parte da equipa da Natuga, uma empresa que propõe actividades para quem goste de visitar património natural e cultural. O Morcegos no Castelo aglutina os dois conceitos e servese de um contexto urbano para oferecer uma experiência que, à partida, só se espera viver em locais mais selvagens.
Todos os morcegos europeus são insectívoros, frisa Sofia Lourenço, para afastar da mente das pessoas as três espécies que sugam sangue e dão uma conotação de horror a esta ordem de mamíferos. Em Portugal, estão registadas pouco mais de 20 espécies. Conhece-se mal a distribuição e a ecologia destes mamíferos, a pesquisa que fundamenta o estatuto das espécies que vem no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal está longe de ser completa, adianta Sofia Lourenço: "Agora já há umas pessoas a estudar morcegos, mas há muito trabalho para fazer: onde vivem, se são raros, a própria ecologia".
As espécies que migraram para as cidades estão bem adaptadas, mantêm os mesmos hábitos comportamentais e são uma mais-valia para a ecologia das cidades. "Os morcegos não são perigosos", explica a bióloga, "e têm um papel muito importante no ecossistema: um morcego pode comer metade do seu peso em insectos por noite, funcionando como pesticidas naturais".
Para o castelo, os biólogos trouxeram dois detectores de ultrasons, muitas lanternas pequenas para se pôr na cabeça, e várias cópias de uma folha com fotografias das espécies que podem existir na cidade. Por baixo de cada fotografia está o intervalo de ultra-sons que o morcego emite. A forma mais expedita para identificá-los no campo é utilizar o aparelho para detectar as ondas e apanhar as emissões dos indivíduos que nos rodeiam. O aparelho transforma as ondas em taques-taques audíveis, com variações nas notas e na frequência. Quando os taquestaques passavam a tac-tac-tac, com uma frequência maior e mais compassada, era porque um mosquito estava prestes a ser comido. O aumento de frequência na emissão serve para dar informação mais detalhada, que é essencial quando o mamífero se aproxima da presa.
No recinto do monumento, o morcego-anão ganhou em termos de abundância. O Pipistrellus pipistrellus tem um corpo com menos de cinco centímetros, uma envergadura que pode ir até aos 25 centímetros e é bastante comum. Mas o morcego-rabudo e o morcego-pigmeu também estavam presentes.
A equipa ainda não conhecia os locais favoritos dos mamíferos para caçar nem os possíveis ninhos, é o primeiro ano desta actividade. Provavelmente, no final de Setembro, quando as visitas terminarem, já terão mais informação sobre a fauna existente no castelo. O monumento já tinha aberto a porta uma única vez, há cinco anos, durante a Noite Europeia dos Morcegos, que, segundo Susana Serra, que trabalha na organização responsável pelas actividades do castelo, teve bastante sucesso. Por isso, quando a equipa do Natuga propôs estas noites, a organização foi receptiva. "Achamos que é outra forma de mostrar o monumento", disse Susana Serra.
Em Lisboa não faltam locais para habitais de morcegos. Prédios devolutos, jardins ou até salões abandonados de museus, são lugares onde facilmente se encontram ninhos*, exemplificou Joaquim Reis. Há espécies que se adaptam bem à cidade. Para Sofia Lourenço, o que a atrai nestes animais é o facto de serem tão complexos, com ecolocação, sistemas sociais. Mesmo os mais pequenos alcançam uma vida bastante longa: "Há espécies que vivem 30 anos".
Durante a visita, na Praça de Armas, no Jardim Romântico e principalmente junto ao Castelejo onde as luzes laranja iluminavam tudo, os morcegos não pararam de cortar o ar em zigue-zagues rápidos, a contra-luz, com movimentos impossíveis de serem adivinhados. Pelo terreno viam-se dois ou três gatos com ar saudável, um deles tinha cor preta. Eram da vizinhança, explicou Susana Serra. Mas, com o apoio de anos de trabalho e de observação, Sofia Lourenço teorizou outra explicação: "Os gatos gostam muito de morcegos". Qualquer que fosse o motivo, o castelo, os gatos e os morcegos compunham a noite.
Morcegos no Castelo
Lisboa, Castelo de São Jorge
24 e 31 de Julho
1, 7, 8, 14, 15, 21 e 22 de Agosto
4, 5, 11, 12, 16, 19, 25, 26 de Setembro
Bilhetes: 15 euros. Grátis para crianças até aos dez anos. Reservas: 21880 0620
Mais informações em Natuga
* Quando falamos de morcegos é mais correcto utilizar o termo abrigos
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20 de julho de 2009
Mariposa causa interferência em sonar de morcegos (I)
A possibilidade de algumas espécies de mariposas emitirem ultra-sons que interferem com o sistema de ecolocalização dos morcegos já é discutida há algum tempo, mas um estudo recentemente publicado na Science vem agora confirmar este mecanismo de defesa.
Este estudo, que utilizou um sistema de gravação de ultra-sons e gravações vídeo de infravermelhos de alta velocidade, permitiu observar as interacções entre uma espécie de mariposa (Bertholdia trigona) e de morcego (Eptesicus fuscus), confirmando que a mariposa emite ultra-sons que interferem com o o sonar dos morcegos. O mecanismo de defesa agora descoberto alarga o repertório disponível destas presas na longa batalha evolutiva entre insectos e morcegos. Outros mecanismos de defesa passam pela emissão de ultra-sons que avisam os morcegos sobre espécies de mariposas tóxicas, ou que causam alguma confusão nos morcegos, permitindo às mariposas ganhar algum tempo. A grande vantagem do novo mecanismo é a sua eficiência, já que ao interferir com o seu mecanismo diminui a sua eficiência de captura.
Enquanto as mariposas conseguiam emitir ultra-sons, os morcegos não as conseguiam capturar.
Mas quando os cientistas alteraram as estruturas que permitiam às mariposas produzir ultra-sons, eram facilmente capturadas.
Este estudo, que utilizou um sistema de gravação de ultra-sons e gravações vídeo de infravermelhos de alta velocidade, permitiu observar as interacções entre uma espécie de mariposa (Bertholdia trigona) e de morcego (Eptesicus fuscus), confirmando que a mariposa emite ultra-sons que interferem com o o sonar dos morcegos. O mecanismo de defesa agora descoberto alarga o repertório disponível destas presas na longa batalha evolutiva entre insectos e morcegos. Outros mecanismos de defesa passam pela emissão de ultra-sons que avisam os morcegos sobre espécies de mariposas tóxicas, ou que causam alguma confusão nos morcegos, permitindo às mariposas ganhar algum tempo. A grande vantagem do novo mecanismo é a sua eficiência, já que ao interferir com o seu mecanismo diminui a sua eficiência de captura.
Enquanto as mariposas conseguiam emitir ultra-sons, os morcegos não as conseguiam capturar.
Mas quando os cientistas alteraram as estruturas que permitiam às mariposas produzir ultra-sons, eram facilmente capturadas.
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Morcegos podem revelar "fonte da juventude"
(Via Spelaion)
Ao longo do tempo, pelas suas características únicas, os morcegos têm-se revelado animais misteriosos para os cientistas. Para além de serem os únicos mamíferos com asas, e de utilizarem um complexo sistema de ultra-sons para se orientarem, a sua longevidade é mais uma das características, até agora, difícil de compreender. Na natureza a regra é, animais maiores tem maior longevidade, mas os morcegos são a excepção que a confirma, já que animais com dimensões muito reduzidas podem chegar aos 30 anos.
Cientistas da Universidade San Antonio, no Texas (estados Unidos), ficaram surpreendidos com uma nova descoberta que poderá conduzir a um dos avanços mais importantes da humanidade: a possibilidade de aumentar o tempo de vida das pessoas. A descoberta, que fez a capa da edição de Julho do The FASEB Journal, mostra que uma disposição adequada de uma proteína ao longo do tempo de vida dos morcegos explica a razão desses animais viverem significativamente mais do que outros mamíferos do mesmo tamanho.
O coordenador da investigação, o bioquímico Asish Chaudhuri, e a sua equipa fizeram esta ídescoberta ao extraírem proteínas do figado de duas espécies de morcegos de vida longa (Tadarida brasiliensis e Myotis velifer) e de ratos adultos jovens.
A notícia completa pode ser consultada aqui.
Ao longo do tempo, pelas suas características únicas, os morcegos têm-se revelado animais misteriosos para os cientistas. Para além de serem os únicos mamíferos com asas, e de utilizarem um complexo sistema de ultra-sons para se orientarem, a sua longevidade é mais uma das características, até agora, difícil de compreender. Na natureza a regra é, animais maiores tem maior longevidade, mas os morcegos são a excepção que a confirma, já que animais com dimensões muito reduzidas podem chegar aos 30 anos.
Cientistas da Universidade San Antonio, no Texas (estados Unidos), ficaram surpreendidos com uma nova descoberta que poderá conduzir a um dos avanços mais importantes da humanidade: a possibilidade de aumentar o tempo de vida das pessoas. A descoberta, que fez a capa da edição de Julho do The FASEB Journal, mostra que uma disposição adequada de uma proteína ao longo do tempo de vida dos morcegos explica a razão desses animais viverem significativamente mais do que outros mamíferos do mesmo tamanho.
O coordenador da investigação, o bioquímico Asish Chaudhuri, e a sua equipa fizeram esta ídescoberta ao extraírem proteínas do figado de duas espécies de morcegos de vida longa (Tadarida brasiliensis e Myotis velifer) e de ratos adultos jovens.
A notícia completa pode ser consultada aqui.
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fonte da juventude
13 de julho de 2009
Bat Distribution Viewer
Deixo-vos um link interessante que nos foi enviado pelo J. T. Marques. Com esta aplicação é possível ver a distribuição de todas as espécies de morcegos a nível mundial Bat Distibution Viewer.
Para além da distribuição esta aplicação dá também informações como a tendência populacional, estatuto de ameaça (IUCN), etc.
Para além da distribuição esta aplicação dá também informações como a tendência populacional, estatuto de ameaça (IUCN), etc.
(mapa de distribuição para B. barbastellus)
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mapa de distribuição
9 de julho de 2009
Síndroma do Nariz Branco (III)
O WNS (White Nose Syndrome) continua a dar que falar. Depois da Bat Conservation Trust ter disponibilizado um guia para especialistas e espeleólogos, que dá indicações sobre os sinais a que se deve estar atento bem como as precauções a ter [Síndroma do Nariz Branco (II)], foi agora a EUROBATS que, na última reunião do Comité de Peritos, decidiu que estas recomendações deviam circular em todos os países que fazem parte desta organização.
Curiosamente esta decisão surge numa altura em que se especula sobre a possibilidade do WNS ter sido transportado por humanos da Europa para os Estados Unidos. Deixo um pequeno apontamento de um texto retirado de um fórum e que pode ser consultado na íntegra em Cavechat.org.
"Of course, the bats may just keep spreading WNS despite all our efforts, in which case we may see bat populations continuing to crash to a point where there aren't sufficient bats to host the fungus. At that time, the fungal population will also crash and a new equilibrium may come into being - one with much smaller bat populations - and a smaller fungal population.
Some have said this may be what has occurred in Europe. A genetically identical fungus has been isolated from several different sites in Europe. More tests are being done before it can be declared to be Geomyces destructans. Europe, however, has not seen large bat mortalities. In part, some speculate, that's because Europe does not have large bat colonies - no where near the huge colonies we see in American caves. Could WNS have wiped out large colonies in the past and Europe reached this new equilibrium? No one has found any record of such an occurrence yet. Also, with small bat colonies, it's possible that bats do die of WNS but simply aren't noticed. If a bat or two or three in a colony of 30 or 50 goes missing, but the rest remain, what can we tell? At this point, we know that bats with something that looks like WNS have been documented in Germany as far back as 1983."
Curiosamente esta decisão surge numa altura em que se especula sobre a possibilidade do WNS ter sido transportado por humanos da Europa para os Estados Unidos. Deixo um pequeno apontamento de um texto retirado de um fórum e que pode ser consultado na íntegra em Cavechat.org.
"Of course, the bats may just keep spreading WNS despite all our efforts, in which case we may see bat populations continuing to crash to a point where there aren't sufficient bats to host the fungus. At that time, the fungal population will also crash and a new equilibrium may come into being - one with much smaller bat populations - and a smaller fungal population.
Some have said this may be what has occurred in Europe. A genetically identical fungus has been isolated from several different sites in Europe. More tests are being done before it can be declared to be Geomyces destructans. Europe, however, has not seen large bat mortalities. In part, some speculate, that's because Europe does not have large bat colonies - no where near the huge colonies we see in American caves. Could WNS have wiped out large colonies in the past and Europe reached this new equilibrium? No one has found any record of such an occurrence yet. Also, with small bat colonies, it's possible that bats do die of WNS but simply aren't noticed. If a bat or two or three in a colony of 30 or 50 goes missing, but the rest remain, what can we tell? At this point, we know that bats with something that looks like WNS have been documented in Germany as far back as 1983."
8 de julho de 2009
Novos Abrigos (III)
Esta colónia, encontrada no mês de Junho, é uma colónia de criação onde foram contabilizados aproximadamente 50 indivíduos adultos da espécie Rhinolophus ferrumequinum (Morcego-de-Ferradura-Grande). Alguns dos indivíduos tinham crias, sendo de esperar que mesmo os que não as tinham sejam fêmeas.
Tratando-se de uma espécie com estatuto de ameaça, este abrigo assume alguma importância na conservação da espécie.
A colónia abriga-se num edifício com alguma dimensão, uma casa com dois andares e muitas divisões, ocupando o andar inferior. A presença de guano em mais do que uma divisão permite concluir que a colónia se movimenta entre elas, possivelmente por influência de alterações na temperatura, ou luminosidade, durante o dia. No piso superior foram encontrados alguns indivíduos isolados, comportamento típico dos machos nesta época.
Tratando-se de uma espécie com estatuto de ameaça, este abrigo assume alguma importância na conservação da espécie.
30 de junho de 2009
Noite Europeia dos Morcegos na Quinta da Regaleira
No passado dia 20 de Junho comemorou-se mais uma Noite Europeia dos Morcegos na Quinta da Regaleira. Organizada pela Fundação Cultursinta, Federação Portuguesa de Espeleologia e Associação de Espeleólogos de Sintra (AES), esta foi uma iniciativa muito participada.
A AES tem desenvolvido, na Quinta da Regaleira, projectos do maior interesse para a conservação de morcegos. Actualmente este espaço conta com a maior colónia de criação de Rhinolophus hipposideros (Morcego-de-ferradura-pequeno), o que só foi possível graças à dedicação e ao trabalho continuado da AES, numa feliz parceria com a Cultursintra. No âmbito deste projecto as condições do abrigo foram melhoradas, quer pela climatização quer pela instalação de estruturas, o que permitiu que a colónia se fixasse. Inicialmente pensou-se que esta colónia se tivesse deslocado de Monserrate, mas a verdade é que a colónia de Monserrate continua a existir, o que significa que houve um incremento significativo do efectivo local desta espécie.
Para além das condições criadas, foram instaladas câmaras e estações de medição de temperatura, humidade e luminosidade, parâmetros que são monitorizados 24 horas por dia. Esta monitorização continua é do maior interesse científico, sendo que a AES está receptível ao envolvimento de pessoas que estejam interessadas em utilizar esta informação para desenvolverem trabalhos científicos que contribuam para o maior conhecimento das necessidades das espécies. Com este objectivo a AES está a equacionar a possibilidade de disponibilizar toda a informação em tempo real, através da web.
Porque a Quinta da Regaleira é um local de interesse patrimonial e arquitectónico, têm surgido conflitos legítimos entre os interesses patrimoniais e de conservação dos morcegos, mas a relação salutar entre as partes envolvidas permitiu encontrar uma solução de ganho mutuo, numa demonstração exemplar de comunicação entre os diferentes interesses. Desta forma a AES está a criar um novo morcegário (ver fotografia), a cerca de 50 metros do local onde se encontra actualmente a colónia, utilizando para isso todo o conhecimento adquirido. No mesmo edifício pretende-se instalar um Centro de Recuperação de Morcegos que irá receber morcegos em recobro, depois de passarem pelo novo hospital veterinário municipal de Sintra, numa parceria com esta instituição. Este hospital irá realizar necrópsias, para além das intervenções médicas necessárias, uma componente de extrema importância, pois permitirá aumentar a compreensão sobre fenómenos de mortalidade até então desconhecidos.
Todos estes projectos foram apresentados durante a tarde de 20 de Junho, e ao início da noite foi possível ver os indivíduos da colónia de criação a abandonarem os abrigos para mais uma noite de caça. O grupo seguiu então para um passeio pela Quinta da Regaleira, munidos de detectores de ultra-sons e acompanhados de especialistas, ficaram a conhecer um pouco mais sobre as espécies presentes, e tiveram ainda oportunidade de conhecer os subterrâneos labirínticos da Quinta da Regaleira.
O Morceguismos aplaude o sucesso da iniciativa e dá os parabéns a todas as entidades envolvidas e em particular ao Gabriel Mendes por ter representado estas espécies tão desconhecidas e incompreendidas pelo público em geral. Ficam também os parabéns a todos os que se disponibilizaram para acompanhar o grupo com os detectores de ulta-sons (Ana, Hugo, Maria João, Pedro e Sofia).
Por último deixo duas notícias, publicadas no semanário Sol e Expresso, sobre este assunto. Aqui e aqui!
A AES tem desenvolvido, na Quinta da Regaleira, projectos do maior interesse para a conservação de morcegos. Actualmente este espaço conta com a maior colónia de criação de Rhinolophus hipposideros (Morcego-de-ferradura-pequeno), o que só foi possível graças à dedicação e ao trabalho continuado da AES, numa feliz parceria com a Cultursintra. No âmbito deste projecto as condições do abrigo foram melhoradas, quer pela climatização quer pela instalação de estruturas, o que permitiu que a colónia se fixasse. Inicialmente pensou-se que esta colónia se tivesse deslocado de Monserrate, mas a verdade é que a colónia de Monserrate continua a existir, o que significa que houve um incremento significativo do efectivo local desta espécie.
Para além das condições criadas, foram instaladas câmaras e estações de medição de temperatura, humidade e luminosidade, parâmetros que são monitorizados 24 horas por dia. Esta monitorização continua é do maior interesse científico, sendo que a AES está receptível ao envolvimento de pessoas que estejam interessadas em utilizar esta informação para desenvolverem trabalhos científicos que contribuam para o maior conhecimento das necessidades das espécies. Com este objectivo a AES está a equacionar a possibilidade de disponibilizar toda a informação em tempo real, através da web.
Porque a Quinta da Regaleira é um local de interesse patrimonial e arquitectónico, têm surgido conflitos legítimos entre os interesses patrimoniais e de conservação dos morcegos, mas a relação salutar entre as partes envolvidas permitiu encontrar uma solução de ganho mutuo, numa demonstração exemplar de comunicação entre os diferentes interesses. Desta forma a AES está a criar um novo morcegário (ver fotografia), a cerca de 50 metros do local onde se encontra actualmente a colónia, utilizando para isso todo o conhecimento adquirido. No mesmo edifício pretende-se instalar um Centro de Recuperação de Morcegos que irá receber morcegos em recobro, depois de passarem pelo novo hospital veterinário municipal de Sintra, numa parceria com esta instituição. Este hospital irá realizar necrópsias, para além das intervenções médicas necessárias, uma componente de extrema importância, pois permitirá aumentar a compreensão sobre fenómenos de mortalidade até então desconhecidos.
Todos estes projectos foram apresentados durante a tarde de 20 de Junho, e ao início da noite foi possível ver os indivíduos da colónia de criação a abandonarem os abrigos para mais uma noite de caça. O grupo seguiu então para um passeio pela Quinta da Regaleira, munidos de detectores de ultra-sons e acompanhados de especialistas, ficaram a conhecer um pouco mais sobre as espécies presentes, e tiveram ainda oportunidade de conhecer os subterrâneos labirínticos da Quinta da Regaleira.
O Morceguismos aplaude o sucesso da iniciativa e dá os parabéns a todas as entidades envolvidas e em particular ao Gabriel Mendes por ter representado estas espécies tão desconhecidas e incompreendidas pelo público em geral. Ficam também os parabéns a todos os que se disponibilizaram para acompanhar o grupo com os detectores de ulta-sons (Ana, Hugo, Maria João, Pedro e Sofia).
Por último deixo duas notícias, publicadas no semanário Sol e Expresso, sobre este assunto. Aqui e aqui!
27 de junho de 2009
Visita a colónia de morcegos na Feira de S. João
(fonte: http://www.quercus.pt/)
27 | Junho de 2009
Évora
No âmbito da Feira de Sª João 2009, a ocorrer na cidade de Évora entre 19 e 31 de Junho, é com prazer que o Núcleo Regional Beja/Évora da Quercus - ANCN, convida todos os interessados para um pequeno passeio de contacto com a Natureza, até à gruta da Nogueirinha para observação e identificação de morcegos cavernícolas e arboricolas, no próximo Sábado, dia 27.
O passeio tem inicio às 18h no stand da Quercus, situado na avenida principal do recinto da Feira, em frente ao Parque Infantil.
Ali haverá uma pequena abordagem ao tema, sendo a partida para a Serra de Monfurado às 18h e 30 m. A chegada à gruta realiza-se num percurso de 1 km, com índice de dificuldade fácil. Na gruta tentaremos identificar as diversas espécies de morcegos, sem entrar para não haver perturbação. Que tiver oportunidade pode levar lanterna, sendo que está previsto o retorno pelas 22h da noite.
A visita é guiada por Tiago Marques, que se tem dedicado ao estudo dos morcegos em Portugal e no estrangeiro, com um conhecimento aprofundado da temática nos Sitios da Rede Natura 2000 da serra de Monfurado e Cabrela.
A gruta da Noguerinha situa-se em pleno Sitio Rede Natura 2000 da Serra de Monfurado, caracterizado por extensos montados de Sobreiro (Quercus suber) e Azinheira (Quercus Rotundifolia) em bom estado de conservação e elevada biodiversidade, sendo um dos valores naturais emblemáticos as diversificadas espécies de morcegos cavernicolas e arboricolas.
As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas no stand da Quercus situado no recinto da feira ou através dos contactos:
Alexandre Pereira
961711234
alexandre.lafuente@gmail.com
Esperamos por si...na hora dos morcegos!
27 | Junho de 2009
Évora
No âmbito da Feira de Sª João 2009, a ocorrer na cidade de Évora entre 19 e 31 de Junho, é com prazer que o Núcleo Regional Beja/Évora da Quercus - ANCN, convida todos os interessados para um pequeno passeio de contacto com a Natureza, até à gruta da Nogueirinha para observação e identificação de morcegos cavernícolas e arboricolas, no próximo Sábado, dia 27.
O passeio tem inicio às 18h no stand da Quercus, situado na avenida principal do recinto da Feira, em frente ao Parque Infantil.
Ali haverá uma pequena abordagem ao tema, sendo a partida para a Serra de Monfurado às 18h e 30 m. A chegada à gruta realiza-se num percurso de 1 km, com índice de dificuldade fácil. Na gruta tentaremos identificar as diversas espécies de morcegos, sem entrar para não haver perturbação. Que tiver oportunidade pode levar lanterna, sendo que está previsto o retorno pelas 22h da noite.
A visita é guiada por Tiago Marques, que se tem dedicado ao estudo dos morcegos em Portugal e no estrangeiro, com um conhecimento aprofundado da temática nos Sitios da Rede Natura 2000 da serra de Monfurado e Cabrela.
A gruta da Noguerinha situa-se em pleno Sitio Rede Natura 2000 da Serra de Monfurado, caracterizado por extensos montados de Sobreiro (Quercus suber) e Azinheira (Quercus Rotundifolia) em bom estado de conservação e elevada biodiversidade, sendo um dos valores naturais emblemáticos as diversificadas espécies de morcegos cavernicolas e arboricolas.
As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas no stand da Quercus situado no recinto da feira ou através dos contactos:
Alexandre Pereira
961711234
alexandre.lafuente@gmail.com
Esperamos por si...na hora dos morcegos!
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Novos Abrigos (II)
No passado dia 10 de Junho foi descoberta uma "nova" colónia. Os indivíduos encontrados pertencem ao género Myotis (que conta com sete espécies diferentes) não sendo possível determinar com certeza qual a espécie.
A colónia está num "túnel" construído para fazer passar uma estrada por cima de uma ribeira, no centro de povoação. Os indivíduos aproveitaram as fendas criadas pela degradação da ponte, e foram encontrados dois grupos de maior dimensão, sendo que os restantes morcegos se encontravam isolados ao longo do túnel, num total aproximado de 80 morcegos.
Apesar de não se ter observado crias, é possível que se trate de uma colónia de criação, já que é frequente nesta época as fêmeas agruparem-se para dar à luz e criarem os seus filhotes. Se assim for é de esperar que as crias tenham nascido entretanto.
A colónia está num "túnel" construído para fazer passar uma estrada por cima de uma ribeira, no centro de povoação. Os indivíduos aproveitaram as fendas criadas pela degradação da ponte, e foram encontrados dois grupos de maior dimensão, sendo que os restantes morcegos se encontravam isolados ao longo do túnel, num total aproximado de 80 morcegos.
Apesar de não se ter observado crias, é possível que se trate de uma colónia de criação, já que é frequente nesta época as fêmeas agruparem-se para dar à luz e criarem os seus filhotes. Se assim for é de esperar que as crias tenham nascido entretanto.
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18 de junho de 2009
Dias de Sicó: Carvalhais e Morcegos
A Terras de Sicó, com o apoio da Agência Portuguesa do Ambiente e a EEA Grants, está a promover uma iniciativa, "Dias de Sicó", que, através de passeios temáticos, pretende dar a conhecer a fauna e flora locais, bem como a gastronomia e valores tradicionais da região. No contexto desta iniciativa irá decorrer em Ansião, no dia 18 de Julho, a actividade "Carvalhais e Morcegos", um passeio ao longo dos bosques de carvalho-cerquinho, habitat para diversas espécies de morcegos que, com o apoio de um detector de ultra-sons, poderão ser ouvidas e observadas.
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5 de junho de 2009
XIII Noite Europeia dos Morcegos - Sintra 20 de Junho
A Fundação Cultursintra em parceria com a Federação Portuguesa de Espeleologia e Associação dos Espeleólogos de Sintra e com o apoio do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, da Câmara Municipal de Sintra e do AIPT- Comité da UNESCO para o Ano Internacional do Planeta Terra, irá promover a XIII Noite Europeia dos Morcegos, que terá lugar no dia 20 de Junho de 2009, na Quinta da Regaleira – Sintra.
Esta iniciativa, que resulta do Acordo Europeu para a Conservação dos Morcegos a que Portugal aderiu, tem por objectivo alertar a comunidade, em geral, e a população escolar, em particular, para a importância da conservação dos morcegos e desmistificar preconceitos e superstições sobre estes animais, assim como dar a conhecer o trabalho de salvaguarda, estudo e conservação já realizado em Portugal no geral e em Sintra em particular.
Em Portugal, encontram-se ameaçadas de extinção várias espécies de morcegos. Este grupo de mamíferos é muito importante para o Homem. Contribui para o controlo das populações de insectos, que constituem pragas agrícolas e são transmissores de doenças.
Neste contexto, a iniciativa conta com diversas actividades programadas destinadas ao público em geral (1)– infantil, juvenil e adultos, assim como com a inauguração do novo morcegário laboratorial (2), lançamento do projecto para a implantação de um Centro de Conservação de Morcegos(3) e ainda uma sessão especial da Regaleira Subterrânea(4) que inclui a demonstração da actividade de captação de ultra sons emitidos por morcegos, observação das suas saídas dos abrigos e as suas manobras de caça em voo.
As actividades irão desenrolar-se entre as 15:30h e as 23:00 h.
1 – 15:30-17:30 -Bloco de jogos de ar livre demonstrativos do ciclo de vida dos morcegos – Criação, Alimentação, Hibernação – dando a conhecer os desafios que os morcegos têm que enfrentar e que estão na base de se encontrarem ameaçados de extinção;
2 – 18:30-19-30 -Inauguração do Morcegário Laboratorial destinado ao acolhimento da maior colónia conhecida em Portugal de criação de Morcegos-de-Ferradura-Pequeno, ao estudo das variáveis de construção de abrigos alternativos e comportamentos das diferentes espécies e divulgação ambiental na conservação das espécies para o público em geral e especialistas ao nível mundial;
3-19:30-20:00 -Breve apresentação do projecto para a implantação de um Centro de Conservação de Morcegos em Sintra;
4-20:30-23:00 -Regaleira Subterrânea (Especial- Noite dos Morcegos) - demonstração da actividade de captação de ultra sons emitidos por morcegos, observação das suas saídas dos abrigos e as suas manobras de caça em voo, visita aos subterrâneos – abrigos potenciais – com explicação do espaço envolvente.
Inscrições: Cultursintra
Contacto: Gabriel Mendes - 962924142
Esta iniciativa, que resulta do Acordo Europeu para a Conservação dos Morcegos a que Portugal aderiu, tem por objectivo alertar a comunidade, em geral, e a população escolar, em particular, para a importância da conservação dos morcegos e desmistificar preconceitos e superstições sobre estes animais, assim como dar a conhecer o trabalho de salvaguarda, estudo e conservação já realizado em Portugal no geral e em Sintra em particular.
Em Portugal, encontram-se ameaçadas de extinção várias espécies de morcegos. Este grupo de mamíferos é muito importante para o Homem. Contribui para o controlo das populações de insectos, que constituem pragas agrícolas e são transmissores de doenças.
Neste contexto, a iniciativa conta com diversas actividades programadas destinadas ao público em geral (1)– infantil, juvenil e adultos, assim como com a inauguração do novo morcegário laboratorial (2), lançamento do projecto para a implantação de um Centro de Conservação de Morcegos(3) e ainda uma sessão especial da Regaleira Subterrânea(4) que inclui a demonstração da actividade de captação de ultra sons emitidos por morcegos, observação das suas saídas dos abrigos e as suas manobras de caça em voo.
As actividades irão desenrolar-se entre as 15:30h e as 23:00 h.
1 – 15:30-17:30 -Bloco de jogos de ar livre demonstrativos do ciclo de vida dos morcegos – Criação, Alimentação, Hibernação – dando a conhecer os desafios que os morcegos têm que enfrentar e que estão na base de se encontrarem ameaçados de extinção;
2 – 18:30-19-30 -Inauguração do Morcegário Laboratorial destinado ao acolhimento da maior colónia conhecida em Portugal de criação de Morcegos-de-Ferradura-Pequeno, ao estudo das variáveis de construção de abrigos alternativos e comportamentos das diferentes espécies e divulgação ambiental na conservação das espécies para o público em geral e especialistas ao nível mundial;
3-19:30-20:00 -Breve apresentação do projecto para a implantação de um Centro de Conservação de Morcegos em Sintra;
4-20:30-23:00 -Regaleira Subterrânea (Especial- Noite dos Morcegos) - demonstração da actividade de captação de ultra sons emitidos por morcegos, observação das suas saídas dos abrigos e as suas manobras de caça em voo, visita aos subterrâneos – abrigos potenciais – com explicação do espaço envolvente.
Inscrições: Cultursintra
Contacto: Gabriel Mendes - 962924142
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Ciclo de conferências «À Descoberta das Profundezas» aborda conservação dos morcegos cavernícolas em Portugal
No ano em que comemora 29 anos de existência, o Núcleo de Espeleologia da UA, com o apoio do Departamento de Biologia, promove o ciclo de conferências «À Descoberta das Profundezas», entre os meses de Fevereiro e Setembro. A próxima conferência está agendada para hoje, 5 de Junho, às 21h30, no Anfiteatro do Departamento de Biologia, e vai focar a «Conservação dos Morcegos Cavernícolas em Portugal». Luísa Rodrigues é a oradora convidada.
Mais informaçõesm em Universidade de Aveiro.
Luísa Rodrigues é técnica do ICNB desde 1987, tem trabalhado em ecologia e conservação de morcegos. Licenciada em Biologia/Recursos Faunísticos e Ambiente (1988), Mestre em Conservação da Diversidade Animal (1996) e Doutora em Ecologia (2008). Actualmente é vice-chair do Comité de Peritos do EUROBATS, representante portuguesa no EUROBATS, conselheira da Comissão Científica da Federação Portuguesa de Espeleologia, membro do Conselho Técnico da Liga para a Conservação da Natureza, membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Mamalogia, membro da Sociedade Portuguesa de Ecologia, da Bat Conservation International e da Bat Conservation Trust. Participa em vários projectos de investigação, e é consultora científica de vários projectos de educação ambiental e é autora de 30 publicações científicas, 26 publicações de divulgação, 16 palestras, 55 comunicações em congressos, tendo participado em 79 congressos.
Mais informaçõesm em Universidade de Aveiro.
Luísa Rodrigues é técnica do ICNB desde 1987, tem trabalhado em ecologia e conservação de morcegos. Licenciada em Biologia/Recursos Faunísticos e Ambiente (1988), Mestre em Conservação da Diversidade Animal (1996) e Doutora em Ecologia (2008). Actualmente é vice-chair do Comité de Peritos do EUROBATS, representante portuguesa no EUROBATS, conselheira da Comissão Científica da Federação Portuguesa de Espeleologia, membro do Conselho Técnico da Liga para a Conservação da Natureza, membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Mamalogia, membro da Sociedade Portuguesa de Ecologia, da Bat Conservation International e da Bat Conservation Trust. Participa em vários projectos de investigação, e é consultora científica de vários projectos de educação ambiental e é autora de 30 publicações científicas, 26 publicações de divulgação, 16 palestras, 55 comunicações em congressos, tendo participado em 79 congressos.
29 de maio de 2009
Caminha: Noite Europeia dos Morcegos
O FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens), em parceria com o Departamento de Educação da Câmara de Caminha, com o Museu de História Natural da Universidade do Porto, com o Instituto da Conservação da Natureza e com a ASPEA, está a promover a comemoração da XIII Noite Europeia dos Morcegos, no próximo dia 5 de Junho, na Mata do Camarido, em Caminha.
A comemoração da XIII Noite Europeia dos Morcegos, que resulta do Acordo Europeu para a Conservação dos Morcegos, pretende sensibilizar a comunidade educativa e a população em geral para a importância destes pequenos mamíferos voadores , muitos dos quis em perigo de extinção.
O evento consta durante o dia, de acções de formação para as crianças e um conjunto de actividades lúdico-pedagógicas integradas no enredo de uma história que permitirá às crianças a elaboração de um fio condutor entre as diversas estações e a percepção da problemática dos morcegos num enquadramento lúdico e de fantasia. Participarão cerca de 400 crianças das escolas de Caminha.
À noite, decorrerá uma sessão de detecção de ultra-sons de morcegos. Todos os interessados em participar nesta sessão, deverão contactar o FAPAS através do E-mail: geral.fapas@sapo.pt, ou do telefone: 22 2002472
Participe!
A comemoração da XIII Noite Europeia dos Morcegos, que resulta do Acordo Europeu para a Conservação dos Morcegos, pretende sensibilizar a comunidade educativa e a população em geral para a importância destes pequenos mamíferos voadores , muitos dos quis em perigo de extinção.O evento consta durante o dia, de acções de formação para as crianças e um conjunto de actividades lúdico-pedagógicas integradas no enredo de uma história que permitirá às crianças a elaboração de um fio condutor entre as diversas estações e a percepção da problemática dos morcegos num enquadramento lúdico e de fantasia. Participarão cerca de 400 crianças das escolas de Caminha.
À noite, decorrerá uma sessão de detecção de ultra-sons de morcegos. Todos os interessados em participar nesta sessão, deverão contactar o FAPAS através do E-mail: geral.fapas@sapo.pt, ou do telefone: 22 2002472
Participe!
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Exposição: A EPAL e a Biodiversidade
A EPAL está a promover uma exposição intitulada "A EPAL e a Biodiversidade". Com esta exposição a EPAL pretende dar a conhecer a biodiversidade que surge em áreas geográficas em que esta entidade intervém, como os morcegos do Alviela.
A exposição vai estar na Mãe d'Água das Amoreiras até ao dia 30 de Maio.
A exposição vai estar na Mãe d'Água das Amoreiras até ao dia 30 de Maio.
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