A maioria dos morcegos já terminou a hibernação e estão esfomiados e activos, alimentando-se todas as noites. Eles podem estar a mover-se entre vários abrigos.
O MORCEGUISMOS é um espaço inteiramente dedicado aos morcegos e pretende ser um veículo de divulgação e sensibilização. Neste espaço cabe a divulgação de projectos em curso ou concluídos, notícias, e actividades diversas.
Para além disso pretende-se que contribua para uma aproximação do público a este grupo faunístico, e que este público tome parte no aumento do conhecimento sobre morcegos em Portugal, nomeadamente através da informação sobre abrigos de que tenham conhecimento.
No futuro pretende-se ainda criar uma linha de apoio a qualquer assunto relacionado com morcegos, como seja o socorro de morcegos encontrados feridos ou a perturbação de abrigos, entre outros.
Espera-se desta forma dar um contributo importante para a conservação das espécies de morcegos portuguesas.
A Lusa publicou no passado dia 24 de Maio uma notícia sobre duas importantes bibliotecas nacionais, onde os morcegos desempenham um importante papel na conservação de livros com um elevado valor histórico e cultural. É a história de uma simbiose perfeita, mas também mais um caso de sucesso na sensibilização e desmistificação destes simpáticos amigos! Morcegos garantem conservação dos livros através de De Rerum Natura
"Centenas de morcegos vigiam diariamente duas das mais antigas bibliotecas de Portugal, na Universidade de Coimbra e no Palácio de Mafra. É a sua habilidade para capturar insectos que assegura a preservação dos livros.
Os morcegos são o único mamífero capaz de voar e só o fazem de noite, emitindo sons de alta frequência inaudíveis ao Homem e que dificultam a observação e estudo das 26 espécies deste animal que se sabe que existem em Portugal.
Numa noite do ano passado, Jorge Palmeirim, investigador de aves e morcegos na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, apetrechou-se com equipamento para medição sonora e deslocou-se à biblioteca Joanina de Coimbra para tentar perceber que morcegos continuavam a usar os abrigos daquele espaço, onde estão instalados há mais de 200 anos.
“Não consegui ver, só ouvir, mas cheguei à conclusão, pelos excrementos que encontrei, que estão lá pelo menos duas espécies de morcegos”, conta o professor.
Em todo o país, e além de Coimbra, só se conhece um outro abrigo de morcegos em bibliotecas, no Palácio de Mafra, supondo-se que a preferência da espécie por estes espaços possa estar relacionada com o revestimento antigo de madeira.
“Os morcegos são também muito conservadores nos abrigos. Têm tendência para repetir por várias gerações os mesmos locais de abrigo e preferem edifícios antigos”, explica Jorge Palmeirinha.
Em Coimbra existem documentos com cerca de 200 anos que comprovam a compra, nesse tempo, de peles semelhantes às que ainda hoje a biblioteca Joanina utiliza para, diariamente , cobrir mesas antigas de forma a protegê-las dos excrementos dos morcegos.
“Os morcegos habitam na biblioteca desde que há memória. As mesas da biblioteca são protegidas com peles todas as noites, porque são também antiguidades, e os morcegos circulam livremente, comendo os insectos”, diz o director da biblioteca da Universidade de Coimbra, Carlos Fiolhais.
Em Mafra também são os morcegos, e as boas condições climatéricas proporcionadas pelas paredes altas e a madeira do século XVIII, que explicam o “óptimo estado de conservação” dos livros, segundo a responsável pela biblioteca, Teresa Amaral.
Um morcego pode devorar 500 insectos por dia e, por isso, ninguém questiona que durante a noite se ausentem das bibliotecas para caçar. Estas entradas e saídas são facilitadas pelas fendas e orifícios comuns nas bibliotecas antigas.
“Uma pequena colónia de dez morcegos come um quilo de insectos por noite. Imagino quantos insectos são precisos para um quilo..”, comenta Jorge Palmeirim.
Das 26 espécies destes mamíferos que habitam em Portugal, e que representam várias centenas de milhares de morcegos, as que vivem nas grutas são as mais ameaçadas.
“Durante anos as grutas foram bloqueadas por pastores para proteger as suas ovelhas e também por pessoas que estigmatizavam a espécie' porque os morcegos são muitas vezes associados a bruxaria, conta Jorge Palmeirim.
Também os pesticidas da agricultura, por contaminarem insectos ingeridos por morcegos, têm sido responsáveis pelo decréscimo de algumas espécies." Nota: A fotografia não pretende representar as espécies presentes nas bibliotecas a que a notícia faz referência
Depois de em 2008 a BWEC ter iniciado uma experiência controlada para testar o efeito da cessação do funcionamento dos aerogeradores durante o período de actividade de morcegos na sua mortalidade (ver aqui), surgem agora os primeiros resultados. Publicado em Abril, este primeiro relatório (disponível aqui) sugere que esta medida pode resultar numa redução significativa da mortalidade de morcegos em parques eólicos, alertando no entanto para a necessidade de continuar a testar esta medida. De acordo com os resultados obtidos, a aplicação desta medida poderá conduzir a uma redução de 53% a 87% da mortalidade, sendo que a definição de um limite de velocidade de vento abaixo da qual os aerogeradores param de funcionar de 5 m/s ou 6,5 m/s, parece ter pouca influência na redução da mortalidade. Esta medida resultaria, para o período considerado (26 de Julho a 11 de Outubro) numa redução na produção de 3%, no caso de um limite de 5 m/s, e 11%, no caso de um limite de 6,5 m/s, a que corresponderia uma redução global de 0,3% e 1% respectivamente. Em termos económicos, para as empresas que exploram os parques eólicos, haverá outros factores a ter em conta, mas numa primeira análise poderá conseguir-se uma redução muito significativa da mortalidade, com baixos custos para o promotor.Uma medida de minimização a ser encarada de uma forma mais séria num futuro próximo.
Estive recentemente em Roma, e embora de férias, não pode deixar de reparar em alguns pormenores curiosos no que diz respeito a morcegos.
No "Parco del Colle Oppio", numa das zonas mais turísticas de Roma, uma placa informativa chamava a atenção para alguma da fauna que aí se poderia encontrar, sem esquecer os morcegos para os quais eram referidas duas espécies Pipistrellus kuhli (Morcego de Kuhli) e Tadarida teniotis (Morcego rabudo) - ambas também presentes em Portugal. As ilustrações das espécies eram acompanhadas por uma nota explicativa sobre os seus comportamentos. Este é um exemplo muito simples e prático do que se pode fazer para chamar atenção do público para a necessidade de preservação dos morcegos, contribuindo também para a sua desmistificação.
Enquanto passeava pelas ruas de Roma, absorvendo toda a sua monumentalidade, não deixava de pensar como aquela era a cidade perfeita para espécies fissurículas (que utilizam fissuras como abrigo), como o Morcego Rabudo que tinha visto anteriormente no placar. Sentado em frente ao Pantheon, fui-me deixando levar pelo bulício da cidade até ao escurecer. Sem surpresa fui ouvindo um e outro Morcego Rabudo (esta é a única espécie que em Portugal se pode ouvir facilmente sem recurso a detectores de ultra-sons), o frenesim foi-se tornando maior e o barulho produzido por estes morcegos começava a despertar não só a minha atenção, mas também a de todos os que estavam sentados na "Piazza della Rotunda" contemplando o Pantheon. Foi então que percebi que na arcada deste edifício havia um grande número de morcegos a voar, Morcegos Rabudos, claro está, e ao dirigir-me para este local pude observar um magnífico espectáculo de voo e som naquela que, provavelmente, será uma das muitas colónias desta espécie, abrigada num dos principais edifícios da cidade. Foi curioso verificar que os turistas que aqui se dirigiam perguntavam aos guias o que era aquele ruído, e da minha rudimentar compreensão de Italiano lá fui percebendo que os guias explicavam com naturalidade que se tratavam de morcegos... Por entre reacções de curiosidade e receio, todos ficavam um pouco mais esclarecidos.
Irá decorrer de 20 a 24 de Julho de 2009 o II Curso teórico-prático de identificação acústica de morcegos. Este curso é organizado pelo CIBIO e constitui uma excelente oportunidade não só para aqueles que se pretendem iniciar neste campo, mas também para todos os que, já tendo iniciado, pretendam aprofundar conhecimentos adquiridos.
Fica aqui toda a informação.
II Curso teórico-prático de identificação acústica de morcegos 20 a 24 Julho de 2009
Sinopse do curso Durante este curso pretende-se formar os participantes em temas relacionados com as técnicas de amostragem com ultra-sons usualmente aplicados em investigação e estudos técnicos nesta área. Os participantes terão também oportunidade para pôr em prática estes conceitos através de saídas nocturnas nas imediações do CIBIO.
Desenvolvimento A formação consistirá em duas componentes diferentes. Uma componente teórica onde se pretende que os participantes adquiram um conjunto de conhecimentos que lhes permita compreender conceitos básicos de bioacústica, funcionamento com detectores de ultra-sons, uso de software para interpretação destes e posterior identificação das espécies de morcego existentes em Portugal, dentro das limitações existentes. Durante a componente prática os participantes terão oportunidade para utilizar um detector de ultra-sons de modo a aprender as técnicas necessárias para a detecção de morcegos.
Avaliação No final do curso ocorrerá uma avaliação dos conhecimentos de cada participante. Só será emitido um diploma confirmando a habilitação de cada um após avaliação satisfatória.
Programa e conteúdo ::: 20 Julho de 2009 :::
Manhã Introdução aos morcegos – Diversidade, sistemática, distribuição, ameaças e conservação. Os morcegos em Portugal, nível de conhecimento e informação disponível.
Tarde Biofísica – Propriedades e característica do som. Som, ultra-som e a ecolocalização dos morcegos. Efeito de Doppler e harmónicas. Métodos de detecção de ultra-sons – Sistemas de conversão para sons audíveis e detectores de ultra-sons. Sistemas de registo de sons e seus requisitos.
Noite Saída de campo com o 1º grupo para detecção e gravação de morcegos.
::: 21 Julho de 2009 :::
Manhã Estatística e som – A conversão de som analógico para digital. Representação digital do som: sonogramas, espectros de potência e oscilogramas. Variáveis sonoras relevantes para identificação de morcegos. Adaptação das vocalizações ao meio.
Tarde Análise de sons – Exercícios com análise de sons. Caracterização dos morcegos portugueses – Os Rinolofídeos e Molossídeos.
Noite Saída de campo com o 2º grupo para detecção e gravação de morcegos.
::: 22 Julho de 2009 :::
Manhã Caracterização dos morcegos portugueses – Os Vespertilionídeos e Miniopterídeos.
Tarde Análise de sons – Análise e identificação das gravações obtidas no campo.
Noite Saída de campo com o 1º grupo para detecção e gravação de morcegos.
::: 23 Julho de 2009 :::
Manhã Estudos acústicos no campo – Metodologias, vantagens e desvantagens, apresentação e análise dos resultados.
Tarde Análise de sons – Análise e identificação das gravações obtidas no campo.
Noite Saída de campo com o 2º grupo para detecção e gravação de morcegos.
::: 24 Julho de 2009 :::
Manhã Análise de sons – Análise e identificação das gravações obtidas no campo. Esclarecimento de dúvidas.
Tarde Avaliação
Número de participantes: 16
Inscrições As candidaturas para inscrição estão abertas de 23/02/2009 a 15/05/2009. A ficha de candidatura ao curso encontra-se em anexo devendo ser incluído o Curriculum vitae do candidato.
Os candidatos seleccionados serão informados da sua participação no curso até ao dia 15/06/2009 e ficarão sujeitos a uma propina de 300€ (que não inclui alojamento e alimentação) a ser paga até 30/06/2009.
Elegibilidade Os candidatos deverão estar familiarizados com o ambiente Windows e possuir conhecimentos básicos de Microsoft Excel, Word ou softwares semelhantes.
Caso se exceda o número previsto de participantes, os candidatos serão seleccionados através do Curriculum vitae e informação disponível na ficha de candidatura.
Informação adicional A componente teórica do curso será realizada no CIBIO/Campus Agrário de Vairão.
A realização de saídas nocturnas estará condicionada às condições atmosféricas. Em caso de chuva, nevoeiro e/ou vento forte não há actividade por parte dos morcegos e consequentemente a saída será cancelada.
Os participantes que trouxerem equipamento de detecção ultra-sónica e registo poderão participar em todas as saídas de campo nocturnas.
Devido à fraca disponibilidade de transportes públicos, o acesso ao CIBIO por parte de quem não possui transporte próprio é bastante difícil e por isso desaconselhado.
O CIBIO possui cantina para almoços (4.5-5€/refeição) e alojamento próprio (17.5-20€/pessoa/noite) cujo custo não está incluído na propina de inscrição. Em alternativa, existe grande disponibilidade de alojamento em Vila do Conde ficando o participante responsável por essa situação.
Para mais informações contactar CIBIO/UP. Rua Padre Armando Quintas. 4485-661 Vairão. Tel: 252660411, Fax: 252661780
Nos dias 9 e 10 de Maio irão decorrer em Macedo de Cavaleiros as X Jornadas Fapas sobre Conservação da Natureza e Biodiversidade.
O programa é vasto e transversal, destacando-se no que diz respeito aos morcegos, a intervenção de Pedro Alves "Monitorização de Quirópteros em Parques Eólicos"; a actividade nocturna "Detecção de Morcegos", a cargo de Luzia Sousa; e o atelier de "Construção de caixas-abrigo para morcegos", sendo os construtores de serviço Fernando Silva, Vasco Silva e Sofia Tavares.
O Morceguismos não podia deixar de fazer referência a uma excelente iniciativa protagonizada por alguns amigos. Em 2008 a Maria João Pereira (que já tem dado o seu conrtibuto para este blog) juntamente com o João Reis, e mais tarde a Sofia Lourenço (também uma amiga dos morcegos) criaram um novo conceito empresarial, chama-se Natuga e vale a pena ficarem atentos.
Para além de outras actividades sugerimos que vão conhecer os morcegos de Lisboa, com o Mundo Inaudível dos Morcegos. Desde já ficam os nossos sinceros parabéns.
(retirado de Natuga) A NATUGA é uma empresa de animação turística que organiza passeios guiados destinados a todos os que gostam de disfrutar do património natural e cultural. O nosso objectivo é proporcionar diferentes opções de actividades a pessoas com espírito jovem e aberto, independentemente da idade e da nacionalidade. Apostamos em actividades essencialmente em Portugal, mas também noutros locais do mundo. Queremos dar a conhecer valores pouco conhecidos e explorados, mas também emblemáticos, procurando despertar os sentidos para a beleza da diversidade cultural e natural. A NATUGA pretende oferecer aos clientes uma experiência viva, intensa e íntima, pelo que optamos por grupos pequenos e actividades que proporcionem um contacto próximo com a natureza em detrimento do luxo.
Quem trabalha com morcegos já se deparou certamente com a necessidade de espreitar para dentro de um buraco numa árvore, ou para uma fissura de uma rocha ou de um edifício. Já há algum tempo que pesquiso equipamentos que permitam monitorizar este tipo de abrigos, ou mesmo caixas abrigo, causando a menor perturbação possível, mas ou porque os preços são sempre elevados, ou porque as dimensões não são adequadas, ainda não tinha encontrado uma solução satisfatória. Deixo-vos agora dois equipamentos que poderão permitir espreitar para aquele pequeno buraquinho que nos chama a atenção.
Endoscópio: Uma das vantagens é possuir um cabo rígido, mas maleável, o que permite orientar a câmara para o local pretendido, para além disso é também possível comprar uma extensão. A dimensão da câmara (17mm) é também uma vantagem na monitorização de pequenas fissura. As principais desvantagens são não permitir gravar as imagens obtidas, e utilizar iluminação no espectro visível, o que poderá perturbar os morcegos.
Câmara: A grande vantagem deste produto é possuir tecnologia night vision, e um conjunto de leds de luz infravermelha, o que diminuí a perturbação dos morcegos. Para além disso é possível gravar as imagens obtidas num cartão de memória. Ao contrário do endoscópio não possui um cabo, sendo que as imagens são transmitidas utilizando tecnologia wirelless, esta característica obriga a que o utilizador tenha de adaptar um cabo ou mastro, para aceder aos local pretendido. A câmara é um pouco maior que a do endoscópio, embora as dimensões ainda sejam aceitáveis (25x66x25 mm - a base pode ser retirada).
Encontrar novos abrigos de morcegos é sempre gratificante. Mesmo que o número de indivíduos presentes seja reduzido, estes dados e informações são extremamente importantes para a sua conservação.
Recentemente o Zé, um amigo do ARCM, encontrou uma pequena colónia de Rhinolophus ferrumequinum (morcego-de-ferradura-grande) com cerca de 70 indivíduos, numa antiga exploração mineira. Esta espécie está classificada como Vulnerável, sendo por isso considerada ameaçada. É mais comum no Norte e Cento do país, sendo a sua população constiuída por poucos milhares de indivíduos. As colónias de criação abrigam-se principalmente em edifícios, podendo também utilizar grutas e minas, onde geralmente hibernam. Caça, geralmente, em zonas bem arborizadas, utilizando ocasionalmente áreas abertas. As principais ameaças estão ligadas à degradação do habitat pela acção do homem (destruição de abrigos, alteração das áreas de alimentação e uso de pesticidas). A perda de abrigos é particularmente nefasta para esta espécie, e por ser uma espécie de voo baixo está também sujeita a mortalidade por atropelamento. (Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal)
Um outro abrigo descoberto recentemente é uma casa abandonada onde, apesar de não terem sido encontrados morcegos, a grande quantidade de guano encontrada revela uma intensa utilização. Relativamente à presença de morcegos em casas relembramos que apenas o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) pode autorizar a sua exclusão de edifícios. Assim, caso tenha morcegos em casa, deverá contactar este instituto, o qual dispõe de um programa de apoio à população em situações de coabitação e exclusão de morcegos. Ver aqui.
Num post anterior demos destaque a uma experiência conduzida pela BWEC cujo objectivo é testar o efeito da suspensão do funcionamento dos aerogeradores em noites de vento baixo, particularmente no final do Verão e início de Outono. Embora o estudo ainda não tenha sidopublicado, os primeiros resultados sugerem uma redução da mortalidade entre os 56 e os 90%, com um custo para a produção de apenas 1 a 2%.
Paralelamente a esta medida, Edward Arnett (BWEC) está a testar um dispositivo constituídopor 16 colunas que emitem ultra-sons, interferindo com o sistema de ecolocalização dos morcegos, o que, teoricamente, obrigará os morcegos a mudarem o curso do seu voo, afastando-se dos aerogeradores.
Este vídeo foi filmado à entrada (ou saída, do ponto de vista dos morcegos) de uma mina de água, enquanto saíam para uma noite de caça foi possível identificar a presença da espécie Rhinolophus hipposideros (Morcego-de-Ferradura-Pequeno).
Esta espécie está classificada como Vulnerável no nosso país, o que lhe confere estatuto de ameaça. Não é uma espécie estritamente cavernícola, podendo criar em edifícios, grutas e minas, no entanto, geralmente, hiberna em abrigos subterrâneos. Caça essencialmente em áreas florestadas, mas pode também utilizar zonas de pastagens e zonas ribeirinhas. De entre as principais ameaças destacam-se a degradação do habitat por acção humana (destruição de abrigos, alteração de áreas de alimentação e uso de pesticidas. Por ser uma espécie de voo baixo, está particularmente sujeita a mortalidade por atropelamento. (Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal)
A Fundação Cultursintra, o Comité Português do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT - UNESCO), a Federação Portuguesa de Espeleologia (FPE) e a Associação dos Espeleólogos de Sintra (AES), convidam-no a assistir ao Ciclo de Conferências e à exposição sobre o Ano Internacional do Planeta Terra que se realizam amanhã (sábado dia 4 de Abril) na Quinta da Regaleira, em Sintra, a partir das 14:30. A conferência conta com três sessões temáticas, uma primeira sobre o “Património Geológico e Natural de Sintra”; uma segunda sobre “Estudos, Monitorização e Salvaguarda do Património Espeleológico Vivo e Mineral” e ainda uma terceira sobre o "Paradigma da Regaleira". Durante a noite poderá ainda acompanhar uma visita temática pelos Subterrâneos da Regaleira a cargo da AES. A exposição manter-se-á até ao dia 19 de Abril.
PROGRAMA
14:30- Sessão de Abertura (Oficina das Artes) • Dr Fernando Seara - Presidente da Câmara Municipal deSintra / Presidente do C. A. da Fundação Cultursintra • Embaixador Fernando Andresen Guimarães - Presidente da Comissão Nacional da UNESCO – Portugal • Eng. Manuel Freire - Presidente da Federação Portuguesa de Espeleologia (FPE) • Sr. Gabriel Mendes Presidente da Associação dos Espeleólogos de Sintra (AES) 15:00– Visita guiada à Exposição do Ano Internacional doPlaneta Terra (Oficina das Artes)15:30– abertura do Ciclo de Conferências (Palácio da Regaleira)
1ª Sessão: Sobre o Património Geológico e Natural de Sintra Moderação: Prof. Lúcio Cunha • Prof. Doutor Galopim de Carvalho: “À descoberta da geologia de Sintra e dos dinossáurios que por aqui andaram” • Prof.ª Doutora Mª Luísa Rodrigues (Associação Portuguesa de Geoturismo): “Geoturismo-Lapiás da Granja dos Serrões” • Drª Maria João Raposo (Directora do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Sintra: “Apresentação do Museu de História Natural de Sintra”
2ª Sessão: Estudos, Monitorização e Salvaguarda doPatrimónio Espeleológico Vivo e Mineral Moderação: Arq. João da Cruz Alves • Doutora Luísa Rodrigues (ICNB-UEH)/Gabriel Mendes (CCient.FPE): “Criação do Morcegário Laboratorial - Importância na conservação dos morcegos” • Dra. Sofia Reboleira (ECPC/FSE): “Comissão Europeia para a Conservação de Cavidades - Breve apresentação” • Prof. Doutor José Carlos Kullberg (FCT-UNL): “Gruta do Zambujal Sesimbra - Estudo de impactos negativos naturais vs. acção do homem”
17:15– Ciclo de Conferências (cont.) 3ª Sessão: O Paradigma da Regaleira Moderação: Dr. Luís Patrício • Arqº. João Cruz Alves: "A. A. Carvalho Monteiro -Filósofo da Natureza - e o projecto ambiental da Quinta da Regaleira"
19:30- Assinatura de Protocolo de cooperação técnico-científica entre a Fundação CulturSintra / FPE / AES Dr. Luís Patrício - Vereador da Cultura e Educação da CMS /Vice Presidente do C.A. da Fundação Cultursintra Arqº. João Cruz Alves - Adm. Delegado Fundação Cultursintra Engº. Manuel Freire - Presidente da Federação Portuguesa de Espeleologia Sr. Gabriel Mendes - Presidente da Associação deEspeleólogos de Sintra
21:30 - Regaleira Subterrânea – Visita telúrica nocturna ao património espeleológico da Quinta da Regaleira
19:45 - Conclusão do Ciclo de Conferências
Pausa para Jantar
21:00– Cabo Espichel - Lançamento do Vídeo da LPN-CEAE (Junto às Cavalariças do Palácio)
Organização do evento: Fundação Cultursintra Comité Português do AIPT (UNESCO) FPE -Federação Portuguesa de Espeleologia AES - Associação dos Espeleólogos de Sintra
O título da notícia original do The Scientist é bem mais sensacionalista, Are cavers killing bats, mas dada toda a incerteza que envolve o síndroma do nariz branco penso que se recomenda alguma prudência. Não obstante, penso que este é um assunto delicado e que merece destaque.
De acordo com cientistas que têm acompanhado a progressão do fungo, os primeiros casos surgiram em cavidades populares entre espeleólogos e o público em geral. Para além disso, no caso do fungo ser disseminado apenas através das migrações, seria de esperar que progredisse de forma gradual de este para oeste, no entanto têm-se verificado alguns grandes saltos.
A comunidade espeleológica tem dado um importante contributo no estudo deste fungo, e têm trabalhado com os investigadores no sentido de adoptar métodos de descontaminação do equipamento e vestuário, a grande preocupação são os espeleólogos amadores. A título de exemplo, a National Speleological Society (NSS) encerrou todas as cavidades, das quais é proprietária, enquanto os morcegos estão presentes. Esta moratória voluntária está a ser adoptada em vários estados, mas os cientistas sugerem que esta deve ser mesmo adoptada a nível nacional até que haja uma maior compreensão deste fenómeno.
O fungo, que se suspeita ser responsável pelo síndroma, pode permanecer activo por mais de duas semanas sem estar em contacto com um hospedeiro. Assim, se os esporos persistirem na roupa ou equipamento, existe a possibilidade dos espeleólogos e curiosos se tornarem vectores, e a confirmar-se que é este fungo que está na origem do fenómeno, a preocupação com o factor humano deve ser prioritária. Contudo, dado o desconhecimento que ainda persiste sobre este fenómeno, a notícia de uma possível moratória a nível nacional não é bem recebida pela comunidade espeleológica, considerando-a prematura. Mesmo dentro da comunidade científica a questão não é consensual, já que há quem considere que no Nordeste dos EUA já é demasiado tarde, e tal moratória não terá qualquer efeito.
Uma das hipóteses sugeridas para o aparecimento do síndroma do nariz branco nas cavidades, é o de se tratar de um fungo que, existindo na natureza, apenas se manifesta quando encontra as condições de temperatura e humidade ideias, tais como as que existem nas cavidades. Originalmente este fungo poderá ter sido transportado para o interior de cavidades, onde se começou a desenvolver. Na Europa não são conhecidos casos de síndroma do nariz branco, no entanto importa referir que quando entramos numa cavidade não nos transportamos apenas a nós, pelo que valerá a pena tomar algumas precauções.
Após analisar mais de 500 estudos de impacto ambiental e dezenas de planos de monitorização, esta instituição concluiu que os parques eólicos não estão a ser avaliados de forma adequada, o que tem conduzido à aprovação de muitos projectos que estão a provocar impactos elevados.
O portão foi construído para proteger a espécie ameaçada Myotis grisescens que passa o Verão em Old Hickory Lake. Com esta medida os responsáveis esperam diminuir a perturbação humana e contribuir para a recuperação da população, que diminui significativamente nos últimos anos.
O portão foi desenhado de forma a permitir a passagem dos morcegos, mas não a de pessoas.
O rasto aerodinâmico deixado por uma ave em voo, é substancialmente diferente da perturbação atmosférica produzida por um morcego. Fundamentalmente, a diferença reside na técnica utilizada para bater as assas. As aves e os morcegos desenvolveram o voo de forma inependente, como isso foi possível permanece um mistério.
A diferença está nos vórtices produzidos por morcegos e aves, o que poderá estar relacionado com a estrutura das asas e do corpo. Estas diferenças na estrutura de ambos os grupos faz com que as aves tenham que dispender menos energia para se projectarem para a frente.
Investigadores têm esperança que o uso de caixas aquecidas como abrigos para morcegos, possam reduzir o número de animais que morrem devido ao síndroma do nariz branco.
Uma equipa de cientistas criou um modelo matemático que sugere que os padrões de hibernação dos morcegos estão a sofrer alterações, o que os força a consumir reservas energéticas para manterem a temperatura corporal. Os cientistas propõem a instalação de abrigos aquecidos dentro dos locais afectados, permitindo que eles conservem energia, aumentando a sua possibilidade de sobrevivência.
O misterioso fungo do síndroma do nariz branco, alastrou-se, durante este Inverno, a 9 estados dos EUA, aumentando a preocupação de um aumento da população de insectos, e consequentemente aumento do uso de pesticidas.
Em apenas uma gruta, no Connecticut, onde se encontravam 3300 morcegos, a população é agora de 300 indivíduos, e este declínio é esperado em muitos outros locais de hibernação, alguns dos quais com um efectivo populacional muito superior.
Os trabalhos que têm decorrido numa ponte de uma auto-estrada em Nottinghamshire, são referidos pelos responsáveis como sendo "amigos dos morcegos", e de acordo com os mesmos as medidas têm sido tão bem sucedidas que a colónia em causa está mesmo a crescer.
De entre as medidas destaca-se a colocação de caixas abrigo na envolvente, servindo como abrigos alternativos durante a perturbação, o trabalho nocturno foi restrito e a utilização de luzes foi mantida no mínimo indispensável.
O misterioso síndorma do nariz branco tornou a Mine Hill, em Roxbury, onde os morcegos formam colónias de hibernação, num cemitério. De acordo com o Departamento de Protecção do Ambiente, cerca de 90% dos indivíduos da colónia morreram, e mais dramático é o facto deste fungo se estar a muitos outros locais.
Com esta diminuição das populações locais, espera-se agora um aumento das populações de mosquitos e algumas pragas agrícolas.
Os morcegos abrigam-se de cabeça para baixo, pendurados pelos seus calcanhares, e têm que aterrar nesta posição contra o tecto de uma gruta ou folhagem, e na aproximação têm de voar contra a gravidade.
Daniel K. Riskin da Brown University, e os seus colegas mostraram como o fazem. Utilizando uma câmara de alta velocidade e uma plataforma de contacto para medir as forças, estudaram a aterragem de três espécies de morcegos.
Os resultados sugerem que a severidade da aterragem é função do tipo de abrigo. Assim, morcegos que se abrigam em grutas têm que fazer uma aterragem mais suave para evitar ferimentos, enquanto que um morcego que se abrigue na folhagem pode proceder a uma aterragem mais dura, dando-lhe tempo para se assegurar que tem um bom apoio.
Aqui é possível ver dois filmes da aterragem que aconselho vivamente
Fonte:ICNB atavés da lista BatPT A Unidade de Espécies e Habitats, do ICNB, vai realizar uma acção de formação interna para os representantes dos Departamentos de Gestão de Áreas Classificadas (DGAC) que vão passar a acompanhar as exclusões de morcegos. Com efeito, todas as acções de exclusão têm de ser autorizadas pelo ICNB, devendo ser contactada a Área Protegida mais próxima para que, se necessário, seja marcada uma visita ao local.
As exclusões ocorrem, geralmente, quando colónias numerosas de morcegos se instalam em locais habitados (ex. sótãos e telhados de edifícios) e provocam estragos elevados ou poderem vir a ser um perigo para a saúde pública, algo que é muito raro. Nestas condições, poderá ser necessário “excluir” (retirar) os morcegos, para depois se poder tapar os locais de acesso.
Saliente-se que, em situações de exclusão e antes de se vedar os acessos, é importante, quer para as pessoas quer para estes animais, que se garanta a saída de todos os morcegos. Com efeito, para além destes pequenos mamíferos serem extremamente úteis no controlo de insectos e de todas as espécies serem protegidas por lei, é do interesse do proprietário garantir que não ficam animais aprisionados no interior do telhado, visto os cadáveres causarem maus cheiros.
De modo a que as exclusões decorram na maior segurança, quer para as pessoas quer para os morcegos, na acção de formação serão abordados os seguintes aspectos:
1. Morcegos: o que são, como se estudam e como se protegem; 2. Apresentação/ discussão do documento “Tenho morcegos em casa, o que devo fazer? – guia de apoio a situações de coabitação e exclusão de morcegos em edifícios”; 3. Apresentação/ discussão do documento “Documento de apoio interno sobre exclusão de morcegos em edifícios”; 4. Treino de identificação de diferentes espécies; e 5. Treino de manuseamento de morcegos.
Note-se que, a exclusão de uma colónia de morcegos de um edifício é um processo muito complicado, devido à grande fidelidade que a maioria das espécies apresenta em relação aos seus abrigos, à existência de numerosos acessos e à capacidade de algumas espécies conseguirem passar por frestas de apenas 0,5 cm.
Com o período de hibernação a chegar ao fim, e com as temperaturas das últimas semanas, os mais atentos já terão certamente reparado que já há muitos morcegos a cruzar os céus. Basta deitar o olho fora da janela por volta das 19h para ver alguns indivíduos.
Sugiro também que passem pelo Morcegos na Web à mesma hora, para verem o frenesim que já se vive na gruta dos olhos de água do Alviela. Apesar de já ser possível observar um grande número de indivíduos, é de esperar que nos próximos meses a actividade aumente gradualmente... A sugestão do Morceguismos é para ficarem atentos ao site!
O montado é um habitat único, caracterizado por uma paisagem diversificada que permite a proliferação de um grande número de espécies. No entanto a sua manutenção está dependente da indústria de extracção de cortiça, a qual tem sofrido com as directivas europeias e a introdução das rolhas de plástico. A diminuição da exploração da cortiça, e o progressivo abandono deste frágil ecossistema, poderão ter consequências graves para a biodiversidade. A sua importância levou a cadeia televisiva BBC a produzir um documentário sobre este ecossistema, e na vasta lista de espécies mencionadas surgem algumas espécies de morcegos, como o Morcego de Peluche (Miniopterus schreibersii). Deixo aqui o excerto do documentário!
Desde já os parabéns à Ana Rainho e ao Tiago Marques, bem como a todas as outras pessoas que contribuíram para este documentário.
Apesar de ainda não se encontrar disponível no site da Petterson Elektronik, o novo detector Petterson D500x já está disponível para compra noutros sites.
Este modelo promete contribuir de forma decisiva para os estudos de monitorização com detectores de ultra-sons. O conceito deste modelo é o de uma estação automática, podendo funcionar durante duas semanas, sem que seja necessário intervenção humana. Para além de detectar todo o espectro do ultra-som, está optimizado para uma taxa de amostragem de 500 Hz, o que permite (à semelhança do D1000x) uma gravação em tempo real, diminuindo a informação perdida.
O D500x possuí 4 entradas para cartões de memória CF, permitindo até 128 GB (se foram utilizados cartões de 32 GB). O sistema de disparo automático permite que o dispositivo comece a assim que um som é detectado, sendo possível determinar o tempo de gravação (pode ir de 0,3 a 30 segundos). Para que espaço disponível não se esgote rapidamente, em locais em que a actividade seja muito elevada, é possível definir o tempo mínimo entre gravações. A duração das baterias varia com a taxa de amostragem escolhida, actividade e com as definições (ex. período de tempo entre gravações), mas em condições normais espera-se que a duração das baterias internas seja de cerca de 3 a 4 dias, mas a utilização de baterias externas permite aumentar o período de operação. Os tempos apresentados assumem que o equipamento não está em funcionamento durante o dia.
O equipamento foi concebido para resistir a condições meteorológicas adversa, embora o microfone incorporado possa necessitar de uma protecção extra.
Mais especificações podem ser encontradas na lista de produtos da Bat Conservation and Management, Inc., disponível aqui.
Na edição de Janeiro da Bat Conservation Times chama-se a atenção para o risco iminente de extinção da espécie Pipistrellus murrayi. Esta espécie existe apenas na Ilha Natal (Austrália) e poderá tornar-se extinta, vítima de predadores introduzidos, durante este ano. Para evitar esta extinção, cientistas e conservacionistas estão a propor um programa de reprodução em cativeiro para os próximos 10 anos.
Greg Richars, conservacionista australiano e membro da BCI, diz que há 25 anos esta espécie era bastante comum em toda a ilha, mas numa monitorização conduzida em 2006 em 44 locais distintos, a espécie apenas foi detectada em 8. Actualmente os cientistas sugerem que poderão existir apenas 30 a 50 indivíduos.
Na origem deste declínio estão predadores introduzidos como cobras, que trepam árvores e capturam morcegos que aí se abrigam, e mais recentemente uma centopeia gigante que invadiu toda a ilha e que se terá tornado o principal predador desta espécie. Uma outra espécie, também ela introduzida é uma formiga (Anoplolepis gracilipes) que para além de poder predar morcegos, pode consumir muitas presas de morcegos no estado larvar, conduzindo à morte de morcegos por falta de alimento. Acrescido a estes fenómenos, numa tentativa de controlar estas formigas, foram utilizadas grandes quantidades de insecticidas, o que terá contribuído para uma ainda maior diminuição de presas.
Os investigadores no terreno consideram que a única coisa a fazer para salvar esta espécie da extinção é recolher alguns exemplares e formar uma colónia de criação em cativeiro, o que irá necessitar de uma grande injecção de capital e um compromisso de 10 anos, o tempo que seria necessário para uma re-introdução na natureza. Para isso estão a pedir ao governo Australiano que apoie este plano solicitando a todos que expressem a sua preocupação junto do Ministro do Ambiente, Património e Artes através do site http://www.aph.gov.au/house/members/member.asp?id=HV4.
Já está on-line o site Bats da Regaleira... Visitem!
De 26 a 29 de Outubro irá decorrer em Toronto (Canadá) o 41st Annua Symposium on Bat Research. A submissão de resumos deverá ser feita até ao dia 6 de Setembro. Todas as informações na página oficial.
Este ano arranca o projecto do Atlas dos Morcegos de Portugal Continental. Convidamos desde já todos os interessados a consultar a página, onde poderão encontrar toda a informação! De 2011 a 2012 celebra-se o Ano do Morcego. Saiba mais aqui.